Ministro Flávio Dino – Foto: Gustavo Moreno/STF Ministro do STF envia à PF denúncias de irregularidades envolvendo Pedro Lucas Fernandes e Zezinho Barbary, apontadas por entidades de transparência O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo (23) o envio à Polícia Federal das denúncias que apontam possíveis desvios de emendas parlamentares por parte dos deputados Pedro Lucas Fernandes (União-MA) e Zezinho Barbary (PP-AC).As informações foram divulgadas pelo jornal Valor Econômico, que teve acesso ao despacho encaminhado pelo ministro. As denúncias foram apresentadas por Transparência Internacional, Transparência Brasil e Contas Abertas, no âmbito da ação que discute a constitucionalidade, a publicidade e o controle do atual modelo de execução de emendas parlamentares — especialmente diante da proliferação de mecanismos paralelos com baixa rastreabilidade. Despacho cita indícios de crimes e pede apuração imediataNo documento, Dino afirma que os episódios descritos pelas organizações podem configurar ilícitos criminais e demandam investigação urgente. Segundo ele, “À vista dos fatos noticiados — que configuram indícios de possíveis crimes — encaminhe-se [o material] à Diretoria-Geral da Polícia Federal, para que adote as providências cabíveis”. A determinação inclui a possibilidade de anexar o material a inquéritos já existentes ou, se necessário, abrir novos procedimentos específicos. Caso Pedro Lucas: verba para estradas teria pago folha salarial e serviços de rotinaEntre os episódios relatados, está o caso do município de Arari (MA), que recebeu uma emenda de R$ 1,25 milhão indicada pelo deputado Pedro Lucas Fernandes para recuperação de estradas vicinais.Segundo a denúncia, o dinheiro teria sido usado para despesas de custeio da prefeitura — como folha salarial, coleta de lixo e compra de medicamentos — prática proibida pela Constituição. Pedro Lucas, líder da bancada do União Brasil, afirmou ao Valor que todos os recursos foram corretamente enviados e que cabe ao prefeito responder pelo uso adequado das verbas. Declarou ainda que, quando notificado, apresentará os esclarecimentos necessários. O parlamentar é próximo ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e chegou a ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério das Comunicações, mas recusou por pressão partidária. Caso Barbary: máquinas financiadas por emenda teriam sido usadas em área protegidaAs denúncias sobre o deputado Zezinho Barbary dizem respeito ao uso de máquinas compradas com recursos de emendas para abertura irregular de estradas em área de proteção ambiental no Acre.De acordo com a petição, uma das máquinas teria continuado a operar mesmo após embargo do Ibama, beneficiando familiares do parlamentar. Barbary não foi localizado para comentar. Entidades apontam risco estrutural das “emendas paralelas”Em manifestação anexada ao processo, a Transparência Internacional argumenta que os casos ilustram um padrão de opacidade e fragilidade de controle sobre recursos públicos.Segundo a entidade, a expansão de mecanismos sem rastreamento obrigatório — as chamadas “emendas paralelas” — agrava o risco de mau uso dos recursos. “Há graves riscos de corrupção, descontrole e desigualdades na aplicação dos recursos”, diz a petição. Desde que assumiu a relatoria do caso sobre o regime de emendas, Dino tem determinado maior rigor na execução orçamentária, exigindo plano de trabalho, rastreamento e transparência integral. Tensão política cresce após derrota da “PEC da Blindagem”A ampliação das investigações sobre emendas preocupa parlamentares de diferentes partidos. Em setembro, a Câmara aprovou por ampla maioria a chamada “PEC da Blindagem”, que buscava dificultar investigações contra deputados, sob o argumento de proteger prerrogativas parlamentares. A proposta, porém, foi rejeitada pelo Senado após forte reação pública, sendo vista como uma tentativa de impedir o avanço de apurações sensíveis — como justamente aquelas envolvendo o uso de emendas. Com o novo encaminhamento determinado por Dino, caberá à Polícia Federal decidir se abre inquéritos específicos ou se incorpora os fatos a investigações em curso.
Dino aciona PF para investigar deputados por suspeita de desvios de emendas
Gás do Povo avança e começa a entregar botijões em dez capitais do país
Lula e Alexandre Silveira – 04/09/2025 Foto: Ricardo Stuckert/PR O Governo Lula inicia nesta segunda-feira (24/11) a operação nacional do Gás do Povo, programa que garante recarga gratuita de botijões de gás de cozinha (GLP 13 kg) para famílias em situação de vulnerabilidade. As informações são da Agência Gov, vinculada à Secom da Presidência da República. Segundo a publicação oficial, a primeira etapa da operação atenderá mais de 1 milhão de famílias, estruturando a expansão que deverá alcançar 15 milhões de lares até março de 2026. Marco social alcança dez capitais na largadaA fase inicial começa em dez capitais brasileiras, seguindo a ordem de número de famílias beneficiadas: São Paulo (SP) – 323 milSalvador (BA) – 170,6 milFortaleza (CE) – 122,4 milRecife (PE) – 101 milBelém (PA) – 92,8 milBelo Horizonte (MG) – 52 milGoiânia (GO) – 42,5 milTeresina (PI) – 37 milNatal (RN) – 30,5 milPorto Alegre (RS) – 24 milO programa tem como objetivo enfrentar a pobreza energética, aliviar o orçamento doméstico e reduzir riscos à saúde de quem ainda depende de lenha ou materiais inflamáveis para cozinhar. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou o caráter social da iniciativa:“Estamos garantindo segurança alimentar e qualidade de vida para milhões de brasileiros e brasileiras. A grande marca desse governo do presidente Lula é cuidar das pessoas, e o Gás do Povo é a maior iniciativa de acesso ao cozimento limpo do mundo”, afirmou. Lula: ‘O que falta não é dinheiro, é tratar o povo com respeito’Lançado em setembro, em Belo Horizonte, o programa foi apresentado pelo presidente Lula, que ressaltou a importância da política pública para os brasileiros mais vulneráveis. Em suas palavras, citadas pela Agência Governo:“Todo mundo tem que ter direito a comer e, para isso, precisa ter direito ao alimento e ao gás para cozinhar. É por isso que estamos tentando mostrar que o que falta nesse país não é dinheiro, é tratar o povo com o respeito e a decência que o povo brasileiro precisa. O governo tem que ajudar aqueles que não tiveram chance de estudar, que não tiveram oportunidade”, disse o presidente Lula. Como funcionará a distribuiçãoA Caixa Econômica Federal será responsável por operacionalizar o benefício, distribuindo vales-recarga, cadastrando revendedoras e validando o acesso dos usuários. A retirada passa a ser feita diretamente nas revendas credenciadas, sem intermediação em dinheiro, o que aumenta a rastreabilidade e reduz riscos de fraude. A comprovação do direito ao vale poderá ser feita por meio de: cartão do Bolsa Família,cartão de débito da Caixa,CPF com código de validação enviado ao celular.Preços de referência e segurançaEm 18 de novembro, os ministérios de Minas e Energia e da Fazenda publicaram uma portaria atualizando os preços de referência do GLP. A medida aperfeiçoa a metodologia aplicada ao início da primeira etapa do programa. Entrega direta do botijãoEsta fase marca a transição do antigo modelo, baseado em repasse financeiro, para um sistema que assegura a entrega direta da recarga. A mudança aumenta a eficiência e garante que o recurso seja aplicado exatamente naquilo que se destina: o gás utilizado no dia a dia das famílias. Quem tem direitoSerão elegíveis as famílias inscritas no Cadastro Único, com renda per capita de até meio salário-mínimo e cadastro atualizado há pelo menos 24 meses. Têm prioridade aquelas que já recebem o Bolsa Família. Segundo o MME, o programa reforça a política de cozimento limpo, reduzindo o uso de lenha e combustíveis poluentes que afetam, sobretudo, mulheres e crianças — problema que também tem impacto ambiental. Meta para 2026A expectativa do governo é que o Gás do Povo se consolide como uma das maiores políticas públicas nacionais de combate à fome e à pobreza energética. Até março de 2026, a meta é alcançar mais de 15 milhões de famílias.
Michelle Bolsonaro visita ex-presidente, preso em Brasília
Foto: Wilton Junior/Estadão A ex-primeira-dama Michele Bolsonaro chega para visitar o seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na Superintendência da PF em Brasília A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi à Superintendência da Polícia Federal em Brasília (DF) na tarde deste domingo (23/11) para visitar o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que teve a prisão preventiva decretada na véspera. Michelle chegou às 15 horas no local e saiu pouco antes das 17 horas, horário limite determinado pela Justiça. A ex-primeira-dama não quis falar com a imprensa nem ao chegar nem ao sair do local. Ela não estava em casa quando Bolsonaro foi detido pela polícia no sábado (22/11). O ex-presidente Bolsonaro estava em casa acompanhado da filha, do irmão mais velho e de um assessor. A ordem de prisão foi dada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após Bolsonaro tentar violar a tornozeleira eletrônica com um objeto de ferro. A prisão foi mantida pela Justiça neste domingo (23/11) após audiência de custódia. Em depoimento, o ex-presidente alegou que teve um surto após o uso de remédios, que tiveram uma interação inadequada.
Governador de Goiás segue internado e aguarda por procedimento médico
Ronaldo Caiado em entrevista ao Café com CBN, em Goiás — Foto: Reprodução/Youtube CBN Goiânia Caiado está clinicamente estável após sofrer uma arritmia cardíaca. Equipe médica garante que o procedimento é seguro e reconhecido como ‘padrão terapêutico’ O governador de Goiás Ronaldo Caiado (UB), está clinicamente estável após sofrer uma arritmia cardíaca, de acordo com o último boletim médico divulgado pela assessoria do político. Caiado segue internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo (SP), onde aguarda para realizar um procedimento no coração na segunda-feira (24/11). Caiado foi internado no último sábado (22/11) após uma crise, mesma data em que fez um vídeo falando sobre a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). Na data, o boletim assinado pela médica e amiga pessoal do governador há mais de 10 anos, Ludhmila Hajjar, informa que os exames realizados indicaram a necessidade “de uma ablação para correção definitiva do distúrbio do ritmo cardíaco”. No novo documento, a equipe médica garante que o procedimento é seguro e reconhecido como “padrão terapêutico para o controle definitivo da fibrilação atrial”, — a arritmia. Para que serve a ablaçãoAo g1, o professor associado de Cardiologia da UFG e vice-presidente da Sociedade Interamericana de Cardiologia, Weimar Kunz Sebba Barroso, detalhou cada etapa do processo e por que ele costuma ser eficaz. O médico explicou que, durante a arritmia, o coração sofre impulsos fora do padrão — que podem ser simples, moderados ou graves. Ainda segundo ele, em alguns casos, medicamentos resolvem o problema. Em outros, é necessário realizar um exame chamado estudo eletrofisiológico. Ele contou que a ablação é considerada minimamente invasiva. Não há cortes cirúrgicos: os médicos inserem cateteres — pequenos tubos flexíveis — por vasos sanguíneos até chegar ao interior do coração. Lá dentro, identificam o ponto exato que provoca a arritmia e o eliminam usando energia, normalmente por radiofrequência. “Depois que identificamos o foco, posicionamos os catéteres e fazemos a ablação, que é literalmente eliminar esse tecido anormal que está gerando a arritmia”, afirmou. HistóricoCaiado tem histórico de problemas no órgão. Em 2019, chegou a realizar procedimentos médicos no coração, como um cateterismo, e teve um stent colocado para desobstruir um vaso sanguíneo. Mais de dois anos depois, ele voltou a ser internado, quando precisou fazer uma revascularização do miocárdio. Em janeiro de 2024, Caiado foi internado em São Paulo para realizar uma série de exames. A internação foi realizada no Hospital Vila Nova Star, no dia em que a cirurgia a que ele foi submetido em 2022 completava um ano e um mês.
Campus Party Goiás reúne mais de 100 mil pessoas em quatro dias de programação
Iniciativa do Governo de Goiás, em parceria com o Instituto Campus Party, evento reuniu palestras, workshops, hackathons e desafios de inovação A edição 2025 da Campus Party Goiás chegou ao fim reunindo mais de 100 mil visitantes durante quatro dias de evento, no estacionamento do Passeio das Águas Shopping, em Goiânia. Foram mais de 4 mil alunos de escolas públicas, 60 caravanas de diferentes cidades goianas e de fora do estado, além de 2 mil pessoas na área de camping. O evento é feito no Estado em parceria entre o Instituto Campus Party e o Governo de Goiás, por meio das secretarias de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e Geral de Governo (SGG). Fotos: Jota Aguiar Campus Party Goiás 2025 reuniu mais de 100 mil pessoas, entre elas 4 mil alunos de escolas públicas e 60 caravanas de diferentes cidades goianas Com o tema “Inteligência Artificial Aplicada”, o evento contou, na noite de quarta-feira (19/11), com palestras reunindo nomes nacionais e internacionais, workshops, hackathons, e desafios de inovação inéditos, como o ideathon voltado para o público 60+. Na programação ainda estiveram: a segunda edição da Olimpíada de Inteligência Artificial Aplicada, uma arena de Futebol de Robôs Humanoides, demonstrações de óculos de realidade virtual e outras tecnologias criadas com IA. Houve também várias atividades no estande do Governo de Goiás, além de uma série de palestras com alguns dos nomes mais influentes da tecnologia, ciência, entretenimento digital e educação no Brasil, entre eles, Gustavo Guanabara, Marta Gabrieli, Felipe Castanhari, Malena, Felipe Titto, Peter Jordan, Daniel Molo, Bruno Playhard e Sérgio Sacani, que compartilharam conhecimento em palestras e painéis sobre inovação, inteligência artificial, criatividade, empreendedorismo e cultura digital. Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto afirma que a Campus Party é um dos eventos de tecnologia e inovação prioritários do governo. “A Campus existe por uma decisão de governo e, a cada ano, trazemos novidades. A deste ano, foi um desafio com idosos, que desenharam soluções tecnológicas. Isso mostra que precisamos incluir cada vez mais pessoas no mundo da tecnologia e da inovação, e não vamos parar por aqui.” O secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, relata que a Campus Party “é um grande intercâmbio de conhecimento. Este evento mostra que a onda da tecnologia e da inovação aumenta a cada ano. Tivemos um evento com uma grande quantidade de pessoas todos os dias, tendo contato com novas tecnologias. Temos, com certeza, umas das maiores Campus Party do Brasil”, relata. Fotos: Jota Aguiar Foram mais de 4 mil alunos de escolas públicas, 60 caravanas de diferentes cidades goianas e de fora do estado, além de 2 mil pessoas na área de camping A Arena, espaço pago do evento, recebeu mais de 15 mil campuseiros, enquanto o camping abrigou 1,8 mil participantes, consolidando a #CPGoiás5 como uma das maiores edições regionais já realizadas no país. “Goiás demonstra, mais uma vez, que ocupa posição de protagonismo na agenda nacional de inovação e inteligência artificial, criando um ambiente único de diálogo, experimentação e construção coletiva sobre o futuro tecnológico do Brasil”, destacou o presidente global da Campus Party, Francesco Farruggia.
Valdemar, Eduardo Cunha e Geddel: relembre quem já foi preso na PF no DF
Montagem / Divulgação Valdemar, Eduardo Cunha e Geddel: relembre quem já foi preso na PF no Distrito Federal O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) não é o primeiro político encarcerado na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. Ao longo dos últimos dez anos, ao menos três de renome já ficaram presos sob custódia da PF, em cela comum. O mais recente foi Valdemar Costa Neto, presidente do PL, em fevereiro do ano passado. Durante operação da PF sobre a trama golpista ele foi flagrado com arma e uma pepita de ouro. Ele foi detido para averiguação e passou a noite na cela. Em julho de 2017, Geddel Vieira Lima, ex-ministro da Secretaria de Governo de Michel Temer, foi preso pela PF após apreensão de R$ 51 milhões em caixas de papelão. Ele também passou um dia na cela e foi transferido para o Complexo da Papuda. Já em outubro de 2016, a PF recebeu o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. Ele ficou na cela da Superintendência da Polícia Federal. A cela onde os três ficaram é de 5×3 metros de comprimento. Há um beliche, com duas camas de concreto com colchão do tipo hospitalar e uma mureta que separa a cama do local onde há espaço para tomar banho e fazer necessidades fisiológicas. Há um chuveiro em cima de uma privada, que é embutida no chão. Durante a prisão na carceragem da PF os três tiveram direito a jantar — com arroz, feijão, proteína e salada. Pela manhã, tem café, leite, pão e uma fruta. O cardápio do almoço é o mesmo do jantar, com mudança na proteína. A cela desses políticos é diferente da que montada para Jair Bolsonaro. Ele está em uma sala reservada como cela e há cama com colchão, ar-condicionado, televisão, frigobar, banheiro privativo e janela, além de armário. É uma prerrogativa para ex-presidentes.
Ex-presidente do BRB disse a auxiliares que cumpria ordens de Ibaneis
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha – Governo do DF/Divulgação Estratégia de defesa de Paulo Henrique Costa divide responsabilidade por operações irregulares do Master com governador do Distrito Federal Na última terça-feira, quando o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, estava nos Estados Unidos da América (EUA). Investigado pela Polícia Federal por ter comprado 12 bilhões em títulos do Master com indícios de fraudes, o Banco de Brasília tem um escritório de inovação no Vale do Silício, na Califórnia. Dos EUA, Paulo começou a disparar mensagens para auxiliares, tentando dimensionar o tamanho da crise. Demonstrando muito nervosismo, o ex-presidente do BRB deu as primeiras pistas dos argumentos que pretende apresentar em sua defesa. Ordens do governadorPaulo Henrique Costa disse a auxiliares que todas as decisões do banco passavam pelo colegiado, eram referendadas em pareceres jurídicos e , o mais importante, que ele sempre obedecia ordens do governador do DF, Ibaneis Rocha. O governo de Brasília é acionista majoritário do banco e o presidente é escolha pessoal dele. Nas conversas com auxiliares, Paulo Henrique disse que o governador interferia tanto nas grandes operações do banco quanto nas operações de varejo, incluindo empréstimos para empresas e pessoas físicas. O ex-presidente do BRB também disse aos auxiliares que não tinha ideia da fraude envolvendo os ativos do Master. Nas conversas, Paulo Henrique ressaltou que cabia ao Banco Central, a autoridade monetária acompanhar a fiscalização do Master. O ex-presidente do BRB confidenciou a subordinados que Ibaneis não costumava ouvir seus conselhos, como o de não afrontar o Banco Central na época em que o governador endossou a estratégia de alguns políticos de pedir a cabeça de diretores da instituição que insistiam em investigar as operações com o Master. A discordância também incluiu, segundo ele, a publicidade com o Flamengo e a compra de imóveis para clientes especiais. Paulo Henrique também reclamava que Ibaneis chegou ao ponto de proibi-lo de conversar com alguns secretários do Governo do Distrito Federal sobre gastos com publicidade. Na sexta-feira, o presidente do BRB divulgou uma nota. “Tenho convicção de que sempre atuei na proteção e nos melhores interesses do BRB, seguindo padrões de mercado. Vou colaborar pessoalmente om a investigação e seguirei fornecendo todas as informações e esclarecimentos necessários para a completa elucidação dos fatos”, ressaltou. Advogado envia nota a VejaO advogado Cleber Lopes, que assumiu a defesa do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, enviou nota à redação, contestando informações publicadas. Na nota enviada pelo advogado, Paulo Henrique diz que jamais afirmou que jamais cumpria ordens do governador do DF. “As decisões do BRB, enquanto fui presidente, foram tomadas em instâncias colegiadas, nos termos da legislação, do estatuto e das políticas internas”. Na nota, o ex-presidente do BRB diz que não reconhece declarações atribuídas a seus auxiliares, de que ele cumpria ordens e ainda tinha de dar “satisfações” ao governador sobre os negócios do banco. “Qualquer comunicação institucional pertinente será apresentada às autoridades nos autos competentes. Reitero que as orientações à equipe sempre observaram critérios técnicos e os mecanismos de controle do banco”, diz a nota. Sobre a compra do Master pelo BRB, o ex-presidente do banco diz: “No caso específico do Banco Master, após a identificação de divergências documentais em parte das operações do primeiro quadrimestre,o BRB comunicou o fato ao Banco Central, promoveu a substituição da grande maioria dessas carteiras e reforçou controles e processos”, diz a nota. “As medidas adotadas foram rápidas e efetivas, com foco em mitigar riscos e preservar a instituição e seus clientes”.
Policlínicas do Governo de Goiás promovem regionalização de consultas e procedimentos especializados
Fotos: SES-GO Unidades localizadas em seis municípios realizaram mais de 3 milhões de serviços médicos desde 2022, oferecendo diagnóstico precoce e facilidade do acesso à população O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), já realizou mais de 3 milhões de serviços médicos desde 2022 nas seis Policlíncas Estaduais, promovendo o avanço da regionalização da saúde com a oferta de assistência qualificada mais próxima do cidadão goiano. Além dos 25 grandes hospitais localizados em municípios estratégicos, as policlínicas disponibilizam à população consultas em 23 especialidades médicas, atendimentos multiprofissionais, exames e procedimentos de média complexidade. Quatro das seis unidades também são dotadas do serviço de hemodiálise. As Policlínicas de Saúde estão localizadas nos municípios de Goianésia, São Luís de Montes Belos, Formosa, Posse, Quirinópolis e cidade de Goiás. Dados da SES-GO apontam um crescimento significativo no número de atendimentos realizados a cada ano por essas unidades. Em 2022 foram realizadas nas seis policlínicas 103,2 mil consultas médicas. Neste ano, até agosto, a quantidade de atendimentos chegou a 156,6 mil. O número de exames simples e especializados passou de 307,1 mil, em 2022, para 498,7 mil nos primeiros oito meses deste ano. O Governo de Goiás também vai concluir e colocar em operação outras três Policlínicas nos municípios de Mozarlândia, Mineiros e Campos Belos. A unidade de Mozarlândia está com 40% das obras executadas. As localizadas em Mineiros e Campos Belos estão em início da execução. O secretário de Estado da Saúde de Goiás, Rasível Santos, acentua que as Policlínicas de Saúde cumprem o papel de acolher e prestar assistência de qualidade à população mais perto de sua residência, sem as dificuldades dos grandes deslocamentos. Além de serem referência para as consultas especializadas, essas unidades funcionam como centros de diagnóstico. Elas realizam exames de raios X, endoscopia, tomografia, mamografia, colonoscopia e ressonância magnética, entre outros. O secretário explica que esse exames possibilitam a prevenção e a detecção precoce de diferentes tipos de doenças, inclusive o câncer. “Antes muitas pessoas desistiam de fazer uma colonoscopia, exame que exige um preparo delicado devido à demora e ao desconforto da viagem.” A Policlínica de Saúde da Região do Entorno, em Posse, também é dotada de um Centro de Especialidades Odontológicas, que oportuniza a população da região a realização de procedimentos odontológicos complexos. O Serviço de Hemodiálise é instalado nas unidades localizadas em Posse, Goianésia, Formosa e Quirinópolis. A oferta dessa terapia representou um avanço importante para os pacientes renais crônicos, que passaram a contar com um atendimento mais próximo de casa, seguro e humanizado. Fotos: SES-GO Sarita Oliveira, moradora de Águas Lindas de Goiás, elogia rapidez de atendimento na policlínica de Formosa A dona de casa Sarita Oliveira dos Anjos da Rocha, moradora de Águas Lindas de Goiás, foi atendida em uma unidade da rede básica da própria cidade, onde solicitaram uma mamografia. Vinte dias depois, realizou o exame na Policlínica de Saúde do Entorno, em Formosa. “Meu exame foi agendado muito rápido. Fiquei muito feliz”, enfatizou. _Fotos: SES-GO_ *Legenda 1:* Policlínicas realizaram mais de 3 milhões de serviços médicos desde 2022 *Legenda 2:* Sarita Oliveira, moradora de Águas Lindas de Goiás, elogia rapidez de atendimento na policlínica de Formosa *Legenda 3:* Seis policlínicas goianas alavancam Regionalização da Saúde em Goiás
Estadão muda de posição e passa a defender Bolsonaro na cadeia
Brasília (DF) – 22/11/2025 – Manifestação em frente à sede da Polícia Federal após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil) Após ter defendido o ex-presidente em prisão domiciliar, jornal agora sustenta em editorial que a detenção em regime fechado é juridicamente amparada O jornal Estado de S. Paulo, que em editorial anterior havia defendido que Jair Bolsonaro permanecesse em prisão domiciliar, mudou de posição e agora sustenta que sua prisão preventiva em regime fechado é a resposta adequada diante da violação da tornozeleira eletrônica determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O novo editorial do jornal Estado de S. Paulo afirma que a decisão de Moraes está amparada em fatos objetivos. Segundo o texto, Bolsonaro admitiu à Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal que utilizou um ferro de solda para tentar abrir o equipamento por “curiosidade”. Para o jornal, a justificativa — além de pouco crível — não altera o impacto jurídico da ação, configurando violação clara de medida cautelar prevista no artigo 312 do Código de Processo Penal. Violação ocorreu às vésperas do início do cumprimento da penaDe acordo com o editorial, que destaca o episódio como um gesto deliberado, a tornozeleira indicou funcionamento anômalo na madrugada de sábado, acionando imediatamente o sistema de monitoramento e permitindo que Moraes agisse com base em dados precisos. O texto lembra que a destruição do equipamento ocorre dias antes do trânsito em julgado da Ação Penal 2.668, na qual Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. O jornal frisa que Bolsonaro já havia demonstrado intenção de se evadir da Justiça quando passou duas noites na Embaixada da Hungria, entre 12 e 14 de fevereiro de 2024, após operação da Polícia Federal. Para o editorial, aquele episódio representou um claro ensaio de fuga e pesa agora na avaliação do risco de evasão. Editorial aponta possível coordenação com ato convocado por Flávio BolsonaroO texto também menciona a coincidência entre a violação da tornozeleira e a convocação de uma “vigília” no condomínio do ex-presidente, organizada por Flávio Bolsonaro. Segundo o jornal, não é irrazoável que autoridades tenham visto risco de tumulto que pudesse facilitar uma fuga, entendimento compartilhado pela Polícia Federal, pela Procuradoria-Geral da República e pelo ministro Moraes. Estadão afirma que prisão preventiva foi proporcionalO editorial reforça que a decisão de manter Bolsonaro em uma sala de Estado da sede da PF em Brasília observa sua condição clínica e respeita a legislação aplicável a presos em situação especial. Moraes autorizou acesso irrestrito da equipe médica ao ex-presidente, medida considerada prudente pelo jornal. Ao concluir, o Estado de S. Paulo argumenta que a prisão preventiva não foi “excessiva” nem “abusiva”, descrevendo-a como resposta jurídica adequada ao risco concreto de fuga e de reincidência. Para o jornal, o STF agiu com proporcionalidade, precisão técnica e respeito às garantias legais.
O comentário de Donald Trump sobre a prisão de Bolsonaro
Divulgação “O quê? Não sei nada sobre isso. Não ouvi falar. Foi o que aconteceu? É uma pena”, disse ele, em uma fala rápida Atendendo a jornalistas no jardim da Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, respondeu a questionamento feito sobre a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na tarde deste sábado (22/11). “O quê? Não sei nada sobre isso. Não ouvi falar. Foi o que aconteceu? É uma pena”, disse ele, em uma fala rápida. Em entrevista ao site Metrópoles concedida neste sábado (22/11), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de decretar a prisão preventiva de Bolsonaro representa uma “provocação” direta a Trump e ao secretário de Estado republicano Marco Rubio. Contudo, a gestão Trump tem demonstrado não estar mais tão próxima à família Bolsonaro Prova disso foi o anúncio da suspensão, da parte dos Estados Unidos da América (EUA). das tarifas de 40% sobre alguns produtos agrícolas do Brasil, feito nesta quinta-feira (20/11).














