Foto: PSD via YouTube Ronaldo Caiado (PSD) apresentou propostas para a segurança pública em evento no centro da capital paulista, incluindo convite para que Lincoln Gakiya assuma cargo no primeiro escalão O candidato a presidente Ronaldo Caiado (PSD) propôs a criação do tipo penal do “terrorismo doméstico” para o combate a organizações criminosas. O pacote de medidas do presidenciável inclui o endurecimento do regime de execução das penas, além de estratégias de repressão ao crime integrando diferentes órgãos públicos e frentes de atuação, desde a retomada dos territórios à asfixia financeira das organizações. Segundo o candidato, as medidas contra o crime organizado serão coordenadas por uma nova pasta no governo federal, o Ministério da Segurança Pública. Caiado prometeu convidar o promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo, para assumir o cargo. Apesar da menção, o presidenciável admitiu que, embora “conheça bem” o promotor, ainda não conversou com ele a esse respeito. Procurado, Gakiya afirmou que soube do assunto pela imprensa e não irá se manifestar. As propostas foram apresentadas pelo ex-governador de Goiás na manhã desta segunda-feira, 10, em um evento no centro da capital paulista. Além das medidas contra o crime organizado, Caiado sugeriu frentes de atuação para delitos contra mulheres. O candidato a vice na chapa de Caiado, Gilberto Kassab, acompanhou a conferência, além de outros filiados ao PSD. Medidas contra o ‘terrorismo doméstico’Durante a agenda, Caiado detalhou uma sugestão de lei contra o “terrorismo doméstico”. A legislação cria dispositivos para que as Forças Armadas ajam no combate ao crime dispensando os recursos vigentes na Constituição, como Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e estado de defesa. Além disso, a proposta de lei endurece os tipos penais ligados à atuação de organizações criminosas. A sugestão também pune aqueles que colaboram com as facções sem pegar em armas, abrangendo, por exemplo, delitos de lavagem de dinheiro para as organizações. O pessedista propôs a criação de uma agência de combate ao crime entre diferentes países da América Sul, uma “Sulpol” aos moldes da Europol, a agência de cooperação entre polícias de países da Europa. O candidato também propôs reformas no sistema penitenciário, integrando os presídios de segurança máxima em uma rede nacional, enrijecendo o controle sob os presos, sobretudo os detidos por crimes ligados a facções. “Se a prisão não for um isolamento completo, ela se torna um quartel-general”, afirmou o ex-governador de Goiás. Também foi sugerida uma distinção entre os penitenciários que exercem funções de comando em facções e aqueles que foram “cooptados” pelas organizações. Quanto ao último caso, o pessedista sugeriu a criação de programas de ressocialização a partir dr formação de mão de obra. Se eleito, o ex-governador pretende criar 40 unidades de presídios de segurança máxima, com 20 mil vagas cada um, ao custo de 55 milhões por unidade, em um investimento total de R$ 3 bilhões. Redução da maioridade penal e crimes contra mulheresCaiado também sugeriu a redução da maioridade penal para determinados crimes, como homicídios, estupros e os tipos abrangidos pela “Lei do Terrorismo Doméstico”. O presidenciável também apresentou medidas específicas para a repressão a furtos de celular e crimes contra mulheres, crianças e adolescentes. Segurança pública é vitrine de CaiadoA segurança pública é uma das principais vitrines do candidato do PSD. Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada em 30 de julho, essa é a área mais bem avaliada do governo de Ronaldo Caiado em Goiás. São 70% os que avaliam a gestão estadual no assunto como positiva, enquanto 19% avaliam-na como regular e 11%, de modo negativo. Caiado tem citado o tema nas últimas sabatinas que participou, como as promovidas pelo portal O Antagonista e pela emissora GloboNews.
Caiado sugere medidas contra terrorismo doméstico e quer Lincoln Gakiya em ministério
Celina Leão enfrenta críticas no debate ao negar ligação com Ibaneis
Foto: Instagram Celina Leão durante o debate dos candidatos ao Governo do Distrito Federal . Celina cometeu um deslize ao chamar Ricardo Cappelli (PSB) de “forasteiro”, esquecendo que muitos em Brasília têm origem em outras regiões; inclusive Celina Leão nasceu em Goiânia – Goiás No primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Distrito Federal, realizado neste domingo (9/8) pela Rede Bandeirantes, a atual governadora e candidata Celina Leão (PP) foi criticada por afirmar que não tem relação com os problemas na gestão do BRB e do GDF. Além de Celina, participaram do debate José Roberto Arruda (PSD), ex-governador do DF; Leandro Grass (PT); a deputada distrital Paula Belmonte (PSDB); Ricardo Cappelli (PSB); e Kiko Caputo (Novo), que são os principais candidatos na corrida pelo Buriti. Uma pesquisa divulgada antes do debate indicava Celina com 34,6% e Arruda com 28,1% das intenções de voto; Leandro Grass tinha 7,1%, Paula Belmonte 3,6%, Ricardo Cappelli 2,7% e Kiko Caputo 1,3%. Os candidatos não pouparam críticas a Celina. Paula Belmonte destacou-se com seu estilo combativo, insistindo que Celina deve assumir suas responsabilidades e cobrando a implementação de leis para as mulheres. Celina tentou amenizar com uma pergunta suave, mas Belmonte apontou falhas e omissões da candidata do PP no caso do BRB. Debate Em determinado momento, Belmonte questionou: “Onde está sua coragem e sua postura de leoa ao orientar os distritais a não aprovarem empréstimos do BRB ao Master?” Celina prometeu enviar uma bota a Belmonte, que ignorou a oferta. Arruda demonstrou conhecimento profundo sobre as contas do GDF. Ao trazer o BRB para o centro da discussão, ele foi além das questões eleitorais, abordando a gestão econômica do DF com experiência e clareza. Leandro Grass (PT) foi didático ao se apresentar como um candidato insatisfeito com a falta de progresso educacional em Brasília. Com calma, ele destacou suas raízes na cidade e mostrou-se ciente dos problemas locais. Celina cometeu um deslize ao chamar Ricardo Cappelli (PSB) de “forasteiro”, esquecendo que muitos em Brasília têm origem em outras regiões. Outro ponto do debate foi quando Celina rebateu Kiko Caputo (Novo), afirmando que, após eleger um advogado (Ibaneis Rocha) na eleição passada, Brasília não escolherá novamente alguém da OAB, o que pode gerar atritos com o setor jurídico da cidade. No final, pode-se dizer que o debate não teve um vencedor claro, mas a governadora Celina saiu prejudicada ao negar sua ligação com Ibaneis, seu mentor e parceiro político. Como dizem, cachorro que morde a mão do dono, só sacrificando.
Candidatos ao governo de Goiás apresentam propostas e fazem críticas à ausência de Daniel Vilela em debate
Candidatos ao governo de Goiás apresentam propostas e fazem críticas à ausência de Daniel Vilela em debate — Foto: Reprodução/TV Sucesso-Band Debate da TV Band reuniu três candidatos ao governo de Goiás: Luis Cesar Bueno (PT), Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL). Confira como foi o encontro Os candidatos ao governo de Goiás Luis Cesar Bueno (PT), Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL) participaram, neste domingo (9/8), em Goiânia, do debate promovido pela TV Band para apresentar propostas para o estado. Durante o debate, os candidatos também criticaram a ausência do candidato Daniel Vilela (MDB). O encontro foi estruturado em duas etapas principais, intercaladas por momentos de perguntas temáticas e confronto direto. A ordem de fala e de resposta dos candidatos em cada bloco foi definida previamente por meio de sorteio. Em nota ao programa, a assessoria de Daniel Vilela (MDB) informou que ele não poderia comparecer devido a um compromisso previamente agendado. Confira como foi cada etapa do debate: ApresentaçõesPrimeira rodada de perguntasSegunda rodada de perguntasPerguntas entre os candidatosPerguntas dos jornalistasPerguntas dos telespectadoresConsiderações finais ApresentaçõesNo início, cada candidato teve um minuto para se apresentar. A ordem foi definida por sorteio. O primeiro candidato foi Luis César Bueno (PT). Luis destacou que nasceu em Goiânia e é professor, além de ter sido vereador por dois mandatos e deputado por quatro legislaturas. Depois, foi a vez de Wilder Morais (PL), que ressaltou ser filho de taxista e costureira, engenheiro e disse que estava emocionado de participar do debate. Ele ainda defendeu trabalhar com orçamento, planejamento, cumprimento de prazos e entregas. Por último, Marconi Perillo (PSDB) destacou a necessidade de discutir legados e debater projetos. Marconi ainda ressaltou a ausência de Daniel Vilela, atual governador de Goiás. Primeira rodada de perguntasNa primeira rodada de perguntas, os temas predefinidos pela produção eram sorteados. Em seguida, o apresentador sorteava os candidatos que iria responder a cada pergunta. Luis César Bueno abriu a rodada respondendo como o seu plano de governo irá tratar a questão climática para minimizar impactos ao produtor rural e também a quem vive em área urbana. O candidato defendeu a manutenção dos mananciais e ações rápidas de recuperação do Rio Araguaia, além de conscientização desde a escola, da criança, do jovem e do cidadão. Wilder Morais falou em seguida sobre como seu governo irá atuar para enfrentar o poder das facções dentro e fora dos presídios. O candidato defendeu tratar o PCC e traficantes como terroristas, além de reforçar o policiamento e o acompanhamento da entrada de entorpecentes em Goiás. Ele também prometeu premiar os policiais que fizerem as maiores apreensões. Por último, Marconi Perillo respondeu respondeu sobre como pretende lidar com o transporte coletivo da Grande Goiânia. O candidato defendeu a expansão da tarifa subsidiada para garantir um transporte barato e acessível, ajudando na economia das famílias trabalhadoras. Ele também prometeu criar um transporte de massa e implementar um subsídio forte para o entorno. Segunda rodada de perguntasLuis César Bueno falou sobre a questão da exploração das terras raras em Goiás. Luis defendeu atrair indústrias para processar os minérios no estado, gerando recursos para saúde e educação em parceria com o Governo Federal. Ele também criticou a concessão de áreas de terras raras aos Estados Unidos feita pelo governo estadual, afirmando que o patrimônio pertence ao povo goiano. Em seguida, Wilder Morais discorreu sobre a utilização da inteligência artificial. Wilder ressaltou a necessidade de incentivar a produção e a industrialização frente ao cenário orçamentário e destacou Goiás como referência no ensino de inteligência artificial. Ele defendeu aplicar a IA em todas as áreas, com foco na saúde e na inovação. Marconi Perillo falou sobre a letalidade policial. Marconi destacou a criação do Comando de Divisas, além de concursos para estruturar e valorizar as forças policiais. Ele apontou a atual desvalorização da tropa, defendeu a apuração de eventuais excessos pelos órgãos competentes e prometeu realizar concurso para 5 mil novos policiais. Perguntas entre os candidatosNo segundo bloco, os candidatos fizeram perguntas uns aos outros a partir de termas definidos pela emissora. O primeiro tema sorteado foi educação e Luis César Bueno perguntou para Wilder Morais qual o projeto dele para a educação no estado de Goiás. Wilder respondeu que a ideologia de gênero não estará no governo dele. Ele destacou que a educação terá formação de mão de obra com carteira assinada para atrair empresas para Goiás. Na réplica, Luis afirmou que o governo Lula avançou no número de institutos federais e que é preciso ter uma parceria concreta para salvar a Universidade Estadual de Goiás. Já na tréplica, Wilder destacou sua atuação para a criação de universidades federais e cursos de medicina em Goiás, como em Catalão, Jataí e Cidade Ocidental. O segundo tema foi sobre segurança pública e Wilder Morais perguntou a Marconi Perillo o que mudou na área durante a sua gestão, já que Marconi já foi governador no estado por quatro mandatos. Marconi afirmou que sempre estará ao lado da polícia e do cidadão. Ele disse que herdou uma situação caótica em 1999 e que valorizou a tropa com concursos para mais de 12 mil policiais. Na réplica, Wilder concordou com a ausência de policiais em uma centena de municípios e prometeu dar continuidade à construção da Casa da Mulher. Já na tréplica, Marconi destacou que em seus mandatos foram criados mais de dez batalhões, como a Rotam e o Comando de Divisas. Ele ainda prometeu voltar a valorizar os policiais, criticando a retirada de efetivos das divisas estaduais. O terceiro tema sorteado foi sobre infraestrutura. Marconi questionou Luis César Bueno sobre propostas para viabilizar recursos energéticos no estado. Luis apontou falhas no abastecimento que prejudicam produtores rurais e indústrias. Ele ainda prometeu atuar em alinhamento com o Governo Federal para expandir a logística regional. Na réplica, Marconi criticou a atual gestão estadual pela cobrança da chamada “taxa do agro”, afirmando que os recursos arrecadados não foram revertidos em obras para o setor. Em sua tréplica, Luis defendeu a ampliação do uso da Ferrovia
Governo de Goiás orienta escolas sobre medidas durante período de calor intenso
Escolas da rede pública devem reforçar hidratação e ventilação dos ambientes durante os períodos de calor intenso – Fotos: Seduc / Governo de Goiás Seduc recomenda adaptação das atividades em sala de aula e das aulas de Educação Física para proteger estudantes e servidores durante a intensificação do El Niño Com a previsão de intensificação do fenômeno El Niño durante o segundo semestre de 2026, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) orienta as escolas da rede estadual a adotarem medidas preventivas para reduzir os impactos das altas temperaturas no ambiente escolar. As recomendações incluem reforço na hidratação dos estudantes, manutenção dos ambientes bem ventilados e adequação das atividades pedagógicas, especialmente as realizadas ao ar livre. Entre as principais orientações está a flexibilização das aulas de Educação Física nos dias de calor extremo. Sempre que possível, as atividades devem ser realizadas em locais cobertos ou em horários de menor incidência solar, evitando esforço físico intenso entre 10h e 16h. Também se recomenda que professores e gestores observem constantemente as condições climáticas e interrompam atividades externas quando houver risco à saúde dos estudantes. Dentro das salas de aula, a orientação é utilizar os recursos de climatização disponíveis, como ar-condicionado e ventiladores, e adotar medidas para manter os ambientes mais confortáveis, estimulando o consumo frequente de água, mantendo portas e janelas abertas para favorecer a circulação do ar e permitindo pausas para hidratação durante as atividades. Também é recomendado que estudantes utilizem roupas leves e que as unidades escolares reforcem os cuidados com crianças, adolescentes e pessoas com doenças crônicas, mais suscetíveis aos efeitos do calor excessivo. O El Niño é um fenômeno climático natural provocado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Em Goiás, seus principais efeitos são o aumento das temperaturas, períodos prolongados de estiagem, baixa umidade relativa do ar e atraso das chuvas. As altas temperaturas podem causar desidratação, tontura, dor de cabeça, fraqueza, náuseas, confusão mental e até desmaios. Em casos de sintomas persistentes, a orientação é encaminhar imediatamente a pessoa para atendimento médico.
Nunes Marques defende urnas eletrônicas
Divulgação Nunes Marques cede à pressão, defende urnas eletrônicas e isola discurso de Flávio Bolsonaro O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), defendeu neste domingo (9/8) a credibilidade das urnas eletrônicas durante a Corrida pela Democracia, realizada no Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília. Nunes Marques afirmou que tentar desacreditar o sistema de votação é “desconvidar” os eleitores a participarem do pleito, e o fez no encerramento da primeira Semana Nacional do Sistema de Votação, iniciativa do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais para demonstrar ao público o funcionamento e a segurança das urnas. A declaração veio em um momento de pressão crescente de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para que a Justiça Eleitoral adotasse postura mais ativa diante dos ataques ao sistema eleitoral. A defesa das urnas e a crítica à desinformaçãoEm seu discurso de abertura da Corrida pela Democracia, Nunes Marques foi afirmou: “Ao longo de três décadas, o sistema brasileiro de votação consolidou sua credibilidade por meio do aperfeiçoamento tecnológico e de mecanismos de fiscalização e auditoria, garantindo fiscalização e transparência no processo eleitoral e nos resultados das urnas. Desacreditar o sistema de votação brasileiro é desconvidar o eleitor brasileiro a participar da maior festa democrática do Brasil.” O evento deste domingo encerrou a primeira Semana Nacional do Sistema de Votação, promovida pelo TSE em parceria com nove Tribunais Regionais Eleitorais. Ao longo da semana, as urnas eletrônicas foram abertas ao público para demonstrar seu funcionamento interno e seus mecanismos de segurança, uma iniciativa inédita de transparência ativa. Nunes Marques avaliou que a ação foi “um marco para demonstrar transparência e segurança do nosso sistema de votação” e expressou a expectativa de que “a desinformação tenha saído menor, desapequenada nesta semana.” Ações do TSE e o histórico de ataquesAs declarações de Nunes Marques ocorreram após pressão de ministros do STF para que a Justiça Eleitoral saísse de uma postura reativa e passasse a disputar ativamente a narrativa sobre a confiabilidade do sistema eleitoral. Já no início da semana, na sessão de abertura do segundo semestre de trabalhos da Justiça Eleitoral, o presidente do TSE havia classificado o modelo brasileiro de votação como marcado pela “robustez”, “auditabilidade” e “permanente evolução tecnológica”. O pano de fundo imediato é o comportamento do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à presidência. Em julho, ele citou dados falsos sobre as urnas eletrônicas em um encontro com embaixadores e representantes diplomáticos de diversos países, pedindo que enviassem “a maior quantidade de observadores possível” para acompanhar as eleições brasileiras. O episódio remeteu diretamente à estratégia que levou seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, à inelegibilidade. Pressionado, Flávio recuou parcialmente: comprometeu-se a aceitar o resultado eleitoral de 2026, mas manteve a cobrança ao TSE por “mais camadas de transparência” e “mais camadas de segurança” nas urnas. A fórmula é conhecida: reconhecer o sistema com uma mão e instalar a dúvida com a outra. Reação do Judiciário e próximos passosQuestionado sobre como o TSE pretende enfrentar a desinformação, Nunes Marques disse que o tribunal não vai responder caso a caso. “Mas sempre voltar as ações do TSE para fortalecer segurança cibernética, nosso sistema de votação e tentar levar essa informação a toda sociedade brasileira”, afirmou. Duas medidas concretas foram anunciadas. A primeira envolve as plataformas digitais: Nunes Marques informou que o TSE concluiu acordos com as principais plataformas de internet sobre o uso de deepfake e inteligência artificial nas eleições. “Todas elas concordaram com nosso plano. Já está assinado e colocaram ferramentas à disposição para minimizar esse tipo de incidente, esse tipo de desinformação”, disse o ministro. A segunda é a criação, ainda nesta semana, de um conselho consultivo sobre Integridade Informacional nas Eleições 2026, órgão multidisciplinar que reunirá especialistas em tecnologia, inteligência artificial, segurança pública, comunicação, direito eleitoral, relações internacionais e sociedade civil, entre outras áreas, para assessorar a Presidência do TSE no enfrentamento dos desafios que podem afetar a normalidade do processo eleitoral.
Vicentinho recebe apoio de vereadores durante Cavalgada de Tabocão
Imagens: Assessoria de Comunicação de Vicentinho Júnior (PSD), pré-candidato a governador do Tocantins “Quero desejar um feliz Dia dos Pais a todos os pais do nosso Tocantins. E aos filhos, que aproveitem seus pais, abracem, conversem e estejam perto. Muita gente gostaria de ter essa oportunidade hoje e já não pode mais”, afirmou Vicentinho Júnior O candidato ao Governo do Tocantins, Vicentinho Júnior, acompanhado do candidato a vice-governador, Amélio Cayres, participou, na manhã deste domingo (9/8) da 20ª Cavalgada de Tabocão, onde recebeu a reafirmação de apoio de vereadores e lideranças locais ao seu projeto para o estado do Tocantins. Declararam apoio os vereadores Rogério Sukuri, Aparecido Lucena, Wilson do Frete, Gerson da Sulina e Ferreira Coutinho, anfitrião do encontro, além de outras lideranças. Nayane Almeida também participou da recepção aos candidatos. A Cavalgada integra a programação da 47ª Romaria do Senhor do Bonfim de Tabocão e da 16ª ExpoTabocão, exposição agropecuária do município. Durante o percurso, Vicentinho e Amélio conversaram com moradores, cavaleiros, produtores e famílias que acompanhavam a programação. Neste Dia dos Pais, Vicentinho também aproveitou a passagem por Tabocão para deixar uma mensagem aos pais tocantinenses e, especialmente, aos filhos, lembrando a importância de aproveitar a convivência e os momentos ao lado dos pais enquanto é possível. “Quero desejar um feliz Dia dos Pais a todos os pais do nosso Tocantins. E aos filhos, que aproveitem seus pais, abracem, conversem e estejam perto. Muita gente gostaria de ter essa oportunidade hoje e já não pode mais”, afirmou Vicentinho.
Emocionada, Vera Fischer relembra vício e perda da guarda do filho: ‘Foi mortal para mim
Vera Fischer relembra momentos difíceis e arrependimentos na carreira — Foto: Reprodução/Instagram Atriz contou alguns detalhes de sua trajetória durante palestra no Rio Innovation Week A atriz Vera Fischer se emocionou durante uma palestra nesta sexta-feira (7/8) ao contar alguns detalhes e arrependimentos ao longo de sua vida. A artista relembrou o relacionamento conturbado com o ator Felipe Camargo, o uso de drogas e a perda da guarda do filho. “Depois eu passei (a andar) com uma galera jovem que se drogava, que ia dançar na boate e que ficavam as noites todas fora de casa. E aí eu comecei a ficar muito violenta e ele também. A gente teve brigas em público. Ah, gente, foi muito ruim, muito ruim”, disse, com a voz embargada. A atriz deu detalhes durante palestra no Rio Innovation Week, no painel “A reinvenção digital de um ícone que atravessou todas as eras da comunicação”, relembrando que chegou a perder a guarda de Gabriel quando ele tinha apenas 4 anos. “Isso foi mortal para mim, mortal. Mas, depois com o tempo, eu me internei umas duas ou três vezes para cair fora do vício, porque era muito pesado para mim”, relembrou. Vera contou que mesmo sem a guarda da criança, que passou a morar com o pai, conseguia ver o menino aos finais de semana. Ela comprou um sítio que pertencia a Xuxa para receber o filho e amigos em dias de pausa. “Todos os fins de semana eu consegui ver meu filho. Eu comprei um sítio que era da Xuxa, tinha 20 quartos para colocar meu filho lá, com os amiguinhos dele, a minha filha, com os amigos dela, eu, meus amigos, porque eu gravava novela a semana inteira”, contou.
Sem Jair, família Bolsonaro terá 5 nomes na disputa nas Eleições 2026
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsaki Sem Jair e Eduardo Bolsonaro, que estão inelegíveis, cinco membros da família Bolsonaro vão disputar para a Presidência, Senado e Câmara Federal A família Bolsonaro estará em peso nas urnas para a disputa eleitoral de 2026. Com exceção de Jair e Eduardo Bolsonaro, ambos inelegíveis, cinco integrantes do clã vão concorrer ao pleito, para cargos na Presidência da República, Senado Federal e Câmara dos Deputados. Todos os postulantes são filiados ao Partido Liberal. Neste pleito, as novidades são os nomes da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que disputará uma vaga no Senado pelo Distrito Federal, e de Rogéria Bolsonaro (RJ), mãe de Flávio Bolsonaro, que tentará uma cadeira na Câmara dos Deputados Federais. Jair Renan Bolsonaro, que é vereador de Balneário Camboriú (SC), vai concorrer, pela primeira vez, a um cargo de âmbito nacional. Ele se lançou como candidato a deputado federal por Santa Catarina. Outros velhos conhecidos da família tentarão alcançar voos maiores. O senador Flávio Bolsonaro (RJ) é o candidato do PL à Presidência. Ele é o principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A pesquisa Quaest divulgada na última quarta-feira (5/8) mostra o petista com 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o parlamentar, que tem 39%. A diferença entre os dois é de 5 pontos percentuais. Em julho, o atual presidente tinha 45%, e Flávio, 37%, uma vantagem de oito pontos para o chefe do Planalto. Veja quem da família Bolsonaro irá concorrerFlávio Bolsonaro — Senador é o candidato do PL à Presidência da República. Ele está em segundo lugar nas pesquisas.Michelle Bolsonaro — Ex-primeira-dama concorrerá a uma vaga no Senado pelo Distrito Federal.Rogéria Bolsonaro — Mãe de Flávio Bolsonaro entrou na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.Carlos Bolsonaro — Ex-vereador, o filho 03 do ex-presidente disputará o Senado pelo PL-SC.Renan Bolsonaro — Vereador de Balneário Camboriú, ele tentará uma cadeira na Câmara. Além de familiares, outra pessoa ligada diretamente à família que estará na disputa é o cunhado de Bolsonaro: Carlos Eduardo Torres — Irmão de criação de Michelle Bolsonaro se candidatou a deputado distrital.O ex-vereador Carlos Bolsonaro teve a candidatura confirmada para o Senado pelo estado de Santa Catarina. Ele é o filho 02 do ex-presidente Jair Bolsonaro e teve sete mandatos consecutivos como vereador no Rio de Janeiro. Carlos estava filiado ao Republicanos e anunciou mudança para o PL catarinense para concorrer como senador da República. O estado de Santa Catarina é um dos principais redutos do bolsonarismo. A região é tratada como estratégica para tentar ampliar a vantagem de Flávio contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro. Entre os agregados, o irmão de criação de Michelle Bolsonaro se lançou como candidato a deputado distrital. Carlos Eduardo Antunes Torres era quem levava marmitas a Jair Bolsonaro no período em que ele esteve preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Ele também é filiado ao PL. InelegíveisO ex-presidente Jair Bolsonaro tornou-se inelegível em 2023, por abuso de poder político e econômico nas comemorações do Bicentenário da Independência. O julgamento ocorreu no Tribunal Superior Eleitoral. No ano passado, ele foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por liderar uma trama golpista. A pena foi de 27 anos e três meses de prisão em regime fechado. Pela Lei da Ficha Limpa, quem é condenado por órgão colegiado — como a Suprema Corte — fica inelegível por 8 anos após o cumprimento da pena, o que pode estender sua inelegibilidade até cerca de 2060. Em junho deste ano, ex-deputado Eduardo Bolsonaro foi declarado como inelegível pelo STF por um período de 8 anos a contar do fim do cumprimento da pena de 4 anos e 2 meses de prisão. A punição faz parte da condenação pelo crime de coação ao curso do processo no caso da trama golpista. Com isso, o ex-parlamentar não poderá se candidatar até 2038. A defesa ainda pode recorrer.
Deputado dos EUA defende que Lula seja capturado assim como foi Maduro
Reprodução/X Carlos Antonio Giménez, do Partido Republicano, publicou uma série de ataques contra o presidente Lula nas redes sociais O deputado norte-americano Carlos Antonio Giménez, do Partido Republicano, fez uma série de ataques contra o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e disse que o líder brasileiro pode ter o mesmo destino de Nicolás Maduro — capturado pelos Estados Unidos em janeiro durante uma operação militar na Venezuela. Em uma publicação na rede social X, o parlamentar compartilhou uma imagem criada por inteligência artificial, onde o rosto de Lula foi inserido na foto de Maduro sendo transportado para os EUA após ser preso. “O que o espera…”, escreveu Giménez. Eduardo Bolsonaro, que está nos EUA em busca de apoio do governo Donald Trump contra a condenação do próprio pai, Jair Bolsonaro, compartilhou o post de Giménez. Na legenda, o ex-deputado federal ironizou a montagem envolvendo Lula e Maduro, e afirmou que o Partido dos Trabalhadores (PT) não poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste caso. No fim de julho, o partido de Lula acionou o TSE contra a campanha de Flávio Bolsonaro, após a exibição de um vídeo de Jair Bolsonaro, gerado por IA, durante a convenção do Partido Liberal (PL). “Deputado americano posta foto de IA com Lula e PT não poderá recorrer ao TSE…”, escreveu Eduardo na rede social X. Giménez também comentou as recentes declarações de Lula sobre o secretário de Estados dos EUA, Marco Rubio. Segundo o presidente brasileiro, o chefe da diplomacia norte-americana, filho de imigrantes cubanos, é um “bolsonarista” e “latino-americano frustrado”. “A hostilidade de Lula em relação a Marco Rubio não surpreende. Diante de uma liderança firme que defende a liberdade, a esquerda radical responde com ataques”, escreveu o deputado republicano em outra publicação. O republicano ainda chamou Lula de “corrupto” e “criminoso comunista”, e o comparou aos presidentes de Cuba, Nicarágua e Venezuela. “A única diferença é que ele ainda não conseguiu transformar o Brasil em uma ditadura socialista — pelo menos por enquanto”, escreveu Giménez em uma das postagens.
Nunes Marques afirma que as plataformas digitais estão de acordo com as normas exigidas pelo TSE
Evellyn Paola/Metrópoles Presidente do TSE declarou que as redes sociais estão de acordo com as normas esbelecidas pela Corte para o período eleitoral de 2026 O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (9/8) que as plataformas digitais estão de acordo com as normas exigidas pela Corte Eleitoral para minimizar desinformação durante o período eleitoral. Segundo ele, as ações da Corte em relação ao deepfake e uso negativo de inteligência articial estão “avançando muito”. “Nós conseguimos dialogar com todas as plataformas, todas elas concordaram com o nosso plano de conformidade. Já está assinado e colocaram suas ferramentas à disposição do eleitorado brasileiro para minimizar esse tipo de incidente, esse tipo de desinformação”, afirmou a jornalistas após a Corrida pela Democracia, organizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). IA Deepfake é uma tecnologia que usa inteligência artificial para criar ou alterar vídeos, áudios e imagens, fazendo parecer que uma pessoa disse ou fez algo que nunca aconteceu. A técnica pode ser usada para entretenimento, mas também para disseminar desinformação e fraudes. Um uso recente de inteligência artificial acendeu um alerta na Justiça Eleitoral: o PL, durante convenção nacional, exibiu um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) feito por IA. A defesa do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) argumenta que a peça não configura deepfake, visto que exibe um aviso expresso de que a imagem e a voz haviam sido alteradas por IA, afastando qualquer possiblidade de enganar o público.














