Foto: Reprodução/Youtube/Leo Dias Filho de Jair Bolsonaro é acusado de lavagem de dinheiro e uso de documentos falsos no Distrito Federal A Justiça do Distrito Federal marcou para 17 de novembro o início da ação penal contra o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), filho de Jair Bolsonaro (PL-RJ). O processo envolve acusações de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso. As informações são da CNN Brasil. Jair Renan se tornou réu após ser denunciado pelo Ministério Público do Distrito Federal e indiciado pela Polícia Civil. A investigação aponta que ele supostamente teria utilizado informações falsas ligadas à sua empresa de eventos para obter empréstimos bancários que não foram quitados. Testemunhas e primeiras oitivas No andamento da ação, estão previstas audiências com testemunhas consideradas centrais. Entre elas, está Diego Pupe, ex-assessor de Jair Renan, além de delegados da Polícia Civil e um gerente de banco. As oitivas devem ajudar a esclarecer a extensão do suposto esquema. A acusação sustenta que documentos falsos foram empregados para a criação de uma identidade fictícia, utilizada na abertura de contas bancárias e na solicitação de crédito junto a instituições financeiras privadas. Suposta criação de identidade falsa De acordo com a reportagem, a conclusão do inquérito conduzido pela Polícia Civil do DF aponta que o grupo teria forjado a existência de Antonio Amancio Alves Mandarrari, um “laranja” usado para mascarar os verdadeiros proprietários de empresas de fachada. A investigação aponta que Maciel Alves, sócio e instrutor de tiro de Jair Renan, teria articulado a inserção desse personagem fictício nos registros oficiais. O objetivo seria obter vantagens econômicas de forma ilícita, ocultando os responsáveis pelas operações financeiras irregulares. Estrutura do suposto esquema A Delegacia de Repressão a Crimes de Ordem Tributária (DOT), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção (Decor), descreve a atuação como parte de uma associação criminosa. A estratégia, segundo os investigadores, seria “obter indevida vantagem econômica, passando pela inserção de um terceiro” que mascararia o vínculo dos verdadeiros beneficiários das empresas fantasmas.
Justiça marca depoimentos em ação penal contra Jair Renan
Governo de Goiás lança terceira edição do Programa Centelha
Fotos: Fapeg Evento no Hub Goiás oficializa edital que vai investir R$ 6,3 milhões. Serão selecionados até 47 projetos de inovação no Estado O Governo de Goiás, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), lançou a terceira edição do Programa Centelha Goiás – iniciativa nacional que transforma ideias inovadoras em negócios de impacto. O evento foi realizado, nesta quinta-feira (25/9), no Hub Goiás, em Goiânia, e reuniu autoridades, gestores e representantes do ecossistema de inovação. O Centelha 3 vai disponibilizar um investimento global de R$ 6,36 milhões, sendo R$ 3 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), R$ 1 milhão de contrapartida estadual da Fapeg e R$ 2,35 milhões do CNPq para bolsas. Serão selecionados até 47 projetos de inovação, que poderão receber até R$ 85,4 mil em subvenção econômica e bolsas de até R$ 45,5 mil concedidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Segundo o presidente da Fapeg, Marcos Arriel, o programa fortalece o ambiente de inovação em Goiás e aproxima a ciência das necessidades do mercado. “O Centelha é uma oportunidade única para transformar boas ideias em negócios inovadores, gerar empregos qualificados e ampliar a competitividade do estado. O Governo de Goiás, por meio da Fapeg, reafirma seu compromisso em apoiar quem acredita na inovação como caminho para o desenvolvimento”. O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto, destacou o ambiente favorável que Goiás vive no campo da inovação. “Temos um Hub que já apoiou 170 startups; estamos construindo o projeto do Distrito de Inovação para Goiânia, tendo Inteligência Artificial como âncora; e uma série de outras iniciativas sendo feitas para incentivar a inovação para o povo goiano. Com o lançamento do Centelha 3, vemos, mais uma vez, um governo que investe em inovação para gerar competitividade no Estado”. Também participaram da cerimônia a representante da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Cristiane Abreu Barbosa; a diretora de Apoio aos Ecossistemas de Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Sheila Oliveira Pires; a gerente de Inovação da Fapeg, Polyana Mendonça; entre outras autoridades. Podem se inscrever no Centelha 3 pessoas físicas com ou sem empresa constituída e representantes de micro e pequenas empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões anuais e sede em Goiás. Projetos aprovados terão prazo de execução de 12 meses e serão avaliados em duas fases: submissão de ideias (até 10 de novembro de 2025) e detalhamento dos projetos (até 26 de janeiro de 2026). As inscrições devem ser feitas pelo site: https://programacentelha.com.br/go/#.
Pastor que cobrava por “milagres” vendia “kit bênção”
Reprodução A denúncia contra o líder religioso inclui crimes como curandeirismo, charlatanismo, lavagem de dinheiro e organização O pastor Henrique Santini, de 30 anos, conhecido nas redes sociais como “Profeta Santini”, foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por estelionato religioso. Segundo as investigações, ele teria movimentado cerca de R$ 3 milhões com a venda de “kits de bênçãos”, cursos online de prosperidade e cobranças por orações com promessas de milagres. A denúncia foi apresentada quarta-feira (24/9) e inclui ainda crimes como curandeirismo, charlatanismo, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A Justiça negou o pedido de prisão preventiva, mas determinou que o pastor seja monitorado por tornozeleira eletrônica. De acordo com a Polícia Civil, Santini estruturou um call center religioso em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, para atender fiéis de todo o país. Funcionários contratados pela internet se passavam por pastores e ofereciam orações e campanhas espirituais mediante pagamento via Pix, com valores que variavam de R$ 20 a R$ 1.500. Os atendimentos eram realizados por WhatsApp, com áudios gravados previamente por Santini e apresentados como mensagens exclusivas. As promessas incluíam cura de doenças, libertação de vícios e melhoras na vida financeira. Nas redes sociais, onde soma quase 8 milhões de seguidores, o religioso promovia seus produtos e cursos, além de divulgar transmissões ao vivo com supostas revelações divinas. Também é autor do livro A Maldição dos Pés para Trás, em que afirma que enfermidades espirituais não podem ser diagnosticadas por médicos. Em suas redes, Santini afirmou ser vítima de perseguição religiosa e prometeu se pronunciar publicamente sobre o caso. “Vou revelar toda a farsa que fizeram comigo”, escreveu. O Ministério Público afirma que o esquema explorava a fé de pessoas vulneráveis, utilizando técnicas de marketing e manipulação emocional para incentivar doações e compras. A investigação também apura o uso de contas de terceiros para ocultar o destino do dinheiro arrecadado.
Danilo, ex-Corinthians e São Paulo, seria assessor técnico do PCC?
O ex-jogador Danilo, que foi campeão mundial pelo São Paulo e pelo Corinthians e que dirigiu o time sub-20 do Corinthians, servia como um observador técnico, indicando jogadores com possibilidade de sucesso O repórter André Caramante, em matéria do Lance!, mostrou que a Polícia Federal e a Polícia Civil de São Paulo estão investigando um esquema de lavagem de dinheiro por meio de intermediação de jogadores de futebol. O esquema é atribuído a membros do PCC, com apoio de policiais corruptos. Os investigadores descobriram através de mensagens em grupos de WhatsApp que Danilo, que foi campeão mundial pelo São Paulo e pelo Corinthians e que dirigiu o time sub-20 do Corinthians, servia como um observador técnico, indicando jogadores com possibilidade de sucesso. Um deles foi o volante Du Queiroz. “É o melhor do time e tem a pegada do Paulinho”, teria dito Danilo, referindo-se ao ex-jogador da seleção, do Corinthians e do Barcelona. As investigações não apontam para uma ligação direta de Danilo com a agência e nem que os jogadores soubessem de alguma coisa ilícita na procedência do dinheiro.
Cora reúne acolhimento humanizado e tecnologia de ponta no tratamento do câncer infantojuvenil
Primeira unidade pública do Estado dedicada exclusivamente à oncologia pediátrica, hospital oferece atendimento 100% pelo SUS e já transforma vida de famílias goianas O Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora), inaugurado nesta quinta-feira (25/9) pelo governador Ronaldo Caiado, oferece estrutura moderna, com tecnologia de ponta e já é um modelo de acolhimento humanizado que tem transformado a rotina de pacientes e famílias na primeira unidade pública do Estado dedicada exclusivamente ao tratamento de câncer em crianças e adolescentes com atendimento 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Cora conta com leitos de internação e Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), centro cirúrgico moderno, unidade de transplante de medula óssea e suítes projetadas para garantir acolhimento aos pacientes e seus familiares. A estrutura foi pensada para unir ciência de ponta e cuidado humano, com ambientes lúdicos e coloridos, brinquedotecas, áreas de convivência e luz natural, preservando a infância mesmo em meio ao tratamento. O acesso ao Cora é regulado pelo sistema da Secretaria de Estado da Saúde (SES). A equipe multiprofissional foi especialmente treinada para se comunicar com crianças e adolescentes em uma linguagem acessível e afetuosa. “Esse acolhimento diferenciado, que prioriza o atendimento humanizado e empático, em que as necessidades emocionais de pacientes e o conforto às famílias são levados em conta, fortalece a saúde e amplia as chances de cura de quem está passando pelo tratamento oncológico”, explica o secretário de Estado da Saúde, Rasivel dos Reis Santos Júnior. Fotos: Secom – Governo de Goiás “Aqui é excelente. Os profissionais são carinhosos e atenciosos. Isso faz diferença no tratamento. É muito bom ter um hospital só para crianças, onde elas se sentem mais à vontade e até brincam”, relata Maria Cristina Guimarães, avó que acompanha a neta Alice Guimarães Santana, de 7 anos, que trata de leucemia. “Foi uma benção esse hospital ter sido inaugurado logo porque senão a gente teria que ir para São Paulo ou Brasília”, frisou Maria Cristina (foto acima) que mora em Itapirapuã, a cerca de 200 quilômetros de Goiânia. Responsável pela gestão do Cora e presidente da Fundação Pio XII, Henrique Prata, reafirma a qualidade do atendimento da unidade e o quanto isso tem peso no acompanhamento terapêutico. “O governador Ronaldo Caiado garantiu que o Cora tenha nível de excelência. Temos aqui o que há de melhor no mundo para propiciar acolhimento e humanização. É o melhor remédio e completa o tratamento”, explicou. Tecnologia Fotos: Secom – Governo de Goiás Aliado ao atendimento humano, o Cora conta com equipamentos modernos que facilitam o diagnóstico e a terapia. O aparelho de ressonância magnética nuclear 1,5T, de última geração, é acoplado ao Centro Cirúrgico e possibilita a realização do exame no ato da cirurgia, garantindo maior precisão em neurocirurgia. O serviço combina alta resolução com inteligência artificial (IA), com investigações precoces e precisas do câncer. Outro diferencial é a reabilitação com robótica, que auxilia na reabilitação neurológica e motora. Os robôs oferecem suporte físico para as pernas, permitindo que os pacientes retornem às suas atividades normais. Esteiras sensorizadas com realidade virtual integram o equipamento C-Mil, que torna a reabilitação mais lúdica para os pacientes pediátricos. Além disso, o Cora conta com simuladores clínicos para capacitação da equipe da unidade. O setor de Transplante de Medula Óssea (TMO) é outro ponto de inovação do Cora. Dispõe de camas hospitalares vinculadas a colchões terapêuticos de alta tecnologia. Além disso, a ala possui um avançado sistema de filtragem, que garante uma camada extra de segurança e pureza ao ar respirado pelos pacientes transplantados, impedindo a entrada de bactérias e contaminações durante o período de recuperação dos pacientes. Esperança Fotos: Secom – Governo de Goiás O médico patologista Pedro Henrique Assis junto com a esposa Morgana Morais (foto acima) acompanham o filho Olavo Carvalho Morais, de 5 anos, que trata de um linfoma linfoblástico, considerado agressivo e raro. Ele destaca que vieram para unidade via regulação. “Isso aqui é uma esperança para todo mundo porque antigamente a gente teria que ir para longe e hoje nós conseguimos ter esse tratamento no Estado”, salientou o pai. “Todo mundo, desde os médicos até os auxiliares, tem um carinho especial com as crianças. Esse aconchego faz diferença para enfrentar a doença”, afirmou a mãe. Em terapia contra o linfoma de Hodgkin, o pequeno Igor Gabriel Cardoso, de 11 anos, está acompanhado da avó Francisca Celestina de Melo. Eles vieram de Estrela do Norte, cerca de 400 quilômetros de Goiânia, e durante o tratamento no Cora estão hospedados na casa de apoio do hospital. “O atendimento é muito bom. Estou feliz por ter essas pessoas cuidando dele”, reforçou. Histórias como a de Cecília Pereira dos Santos, de 3 anos, também mostram a relevância do Cora. Sua mãe, Fabiana Bispo dos Santos, lembra que a filha foi uma das primeiras pacientes internadas: “Fomos muito bem recebidos. O atendimento foi incrível desde o dia que chegamos. Graças a Deus, tenho muito que agradecer, está dando tudo certo”, sublinhou ela acompanhada do marido Inácio Pereira da Costa. Atendimentos do Cora nos três primeiros meses: 225 cirurgias 146 internações em enfermaria 35 internaçoes em UTI 104 sessões de quimioterapia 102 ressonânicias 182 tomografias 2.081 procedimentos realizados 526 consultas médicas 275 profissionais capacitados pelo Hospital do Amor de Barretos (SP) Funcionamento: 24h/dia
Polêmica: Pastor revela que orou 21 dias pedindo a morte de Lula
Fórum “Foi fruto da raiva, da carnalidade. Eu orava pedindo que ele morresse para não assumir a presidência”, confessou o pastor Douglas Borges O pastor e cantor gospel Douglas Borges provocou forte repercussão nacional após admitir, em entrevista ao Eu Acredito Podcast, apresentado por Fábio Santos, que realizou uma campanha de 21 dias de oração pedindo a morte do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), às vésperas da eleição presidencial de 2022. A fala foi feita ao vivo na última terça-feira (23/9) e rapidamente viralizou nas redes sociais, dividindo opiniões entre fiéis, críticos e lideranças religiosas. Borges relatou que passava madrugadas em vigília, orando para que Lula não fosse eleito. Segundo ele, a iniciativa partiu de sentimentos pessoais de revolta. “Foi fruto da raiva, da carnalidade. Eu orava pedindo que ele morresse para não assumir a presidência”, confessou. Apesar da confissão polêmica, Borges afirmou que sua postura mudou ainda durante a campanha. Ele contou que, no vigésimo dia da sequência de orações, foi surpreendido por uma experiência espiritual. “Estava acordado de madrugada, assistindo à televisão, quando passou uma propaganda do Lula. Meus olhos se encheram de lágrimas. O Espírito Santo falou comigo: ‘Eu não olho ele como você vê. Para mim, ele ainda é uma alma, é um filho. Se ele se arrepender, há um novo começo’”, relatou. O pastor disse que naquele momento sentiu-se tocado e recuou da intenção inicial. Em sua fala, chegou a dirigir uma mensagem diretamente ao presidente da República: “Lula, se arrependa, aceite Jesus como salvador. Jesus é nosso maior líder e não há salvação em outro ser”, declarou. Durante o mesmo programa, Douglas Borges também enviou uma mensagem ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O tom foi de alerta, mas envolveu novamente a retórica religiosa. “Se arrependa, Jesus tem uma obra muito grande na sua vida. Se fosse depender de nós homens, muita coisa teria acontecido com você. Mas ainda bem que nosso coração não é o coração de Deus. Deus ama a sua vida. Mas cuidado, tá? Deus é justiça”, afirmou. Conservador e ligado ao bolsonarismo Borges se apresenta publicamente como conservador e simpatizante da direita bolsonarista. No entanto, aproveitou a entrevista para afirmar que não concorda com todas as atitudes do ex-presidente Jair Bolsonaro (P-RJL). “Tem muita coisa que ele fez que eu não concordo. Faltou temperamento, conversava fiado demais”, avaliou, embora reafirmasse sua identificação ideológica com a direita cristã. A fala do pastor gospel rapidamente viralizou, alcançando milhares de visualizações e gerando uma enxurrada de comentários. Entre críticos, a atitude foi classificada como exemplo perigoso de intolerância política, ainda mais partindo de uma figura religiosa que ocupa espaço de influência entre fiéis. Para outros, a confissão de arrependimento e a mudança de postura demonstrariam honestidade espiritual. Lideranças religiosas também se manifestaram. Pastores progressistas apontaram a declaração como “sintoma de uma espiritualidade adoecida pelo ódio político”, enquanto aliados mais conservadores minimizaram o episódio e ressaltaram o relato de transformação. Apesar de discursos como o de Douglas e ataques histriônicos como os de Silas Malafaia, Lula cresce nas pesquisas no meio evangélico e ensaia uma possível virada até a eleição de 2026. Casos como o do pastor/cantor se insere nesse contexto de tensão, expondo as contradições de uma religião que prega amor, mas que em alguns segmentos ainda se vê instrumentalizada pela retórica da guerra espiritual contra adversários políticos.
Caiado entrega o Cora, maior obra de sua gestão
“Estamos dando aula de humanização na saúde”, diz governador sobre hospital, que é um dos mais modernos complexos de combate ao câncer infantil do Brasil. Unidade já realizou mais de 2 mil atendimentos desde junho, quando entrou em funcionamento O governador Ronaldo Caiado inaugurou, nesta quinta-feira (25/9), o Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora). Maior obra da atual gestão, a unidade é um dos mais modernos hospitais de combate ao câncer infantil do Brasil. Desde junho, quando entrou em funcionamento, o número de atendimentos passa de 2 mil. “Aqui, as crianças são tratadas no padrão dos melhores hospitais particulares do mundo, mas pelo SUS. Estamos dando uma aula de humanização na saúde”, disse o chefe do executivo goiano. Fotos: Secom “Entregamos esperança para as crianças, e a perspectiva de ter sua doença curada, porque este hospital tem o melhor nível do ponto de vista científico e traz o que existe de mais inovador em tecnologia”, continuou. “O Cora está atendendo desde 7 de junho. Em dois meses e 15 dias, são mais de 200 cirurgias feitas, mais de 500 consultas e internações. Mostra a demanda represada de crianças humildes que não tinham para onde ir, e nem recursos para mudarem para Barretos ou Brasília. […] E não temos limite de atendimento: é o que determina no SUS. Ou seja, para toda a população brasileira”. Caiado definiu a entrega do hospital como a realização de um sonho e uma espécie de presente, já que faz 76 anos nesta data. “Nunca tive um aniversário que me completasse tanto quanto este. Posso dizer que, como governador e médico, tenho certeza que cumpri com o que esperava fazer no governo, e com o que Deus espera dos homens e mulheres de bem desse nosso Estado”, afirmou. O Cora já está mudando vidas. Há menos de uma semana, a paciente Nayara Pereira realizou a última sessão de quimioterapia, e recebeu alta. “Estamos indo para casa com o coração cheio de alegria e esperança. Deixo uma palavra para cada mãezinha que está aqui: tenha fé, acredite”, disse Nayara Pereira, mãe da criança recuperada. Ela comentou, ainda, que a qualidade do corpo clínico e da estrutura do complexo “está fazendo a diferença na vida de várias crianças”, a exemplo do tratamento de sua própria filha. A coordenadora do Goiás Social e primeira-dama do Estado, Gracinha Caiado, afirmou que o Cora é um legado de dedicação à vida, e que marcará Goiás por muitas gerações. Fotos: Secom “Essa obra é muito mais do que paredes, leitos ou equipamentos. O Cora é a tradução do amor que Ronaldo Caiado tem pelo Estado e, sobretudo, pelo povo mais vulnerável. Um ato tão grandioso de amor como esse só podia resultar em esperança, vitória e futuro”, observou. “Que cada criança e família que passe por este hospital, sinta o cuidado de cada um que colaborou para que esse sonho se tornasse realidade” ( foto à esquerda do governador Ronaldo Caiado). Fotos: Secom O vice-governador Daniel Vilela frisou que a solenidade representou um marco para a medicina goiana. “Havia muitas crianças invisíveis para o sistema de saúde na área de oncologia. E muitas não tinham acesso a nenhum tipo de serviço de combate ao câncer. Então, é algo muito impactante”. O evento reuniu dezenas de autoridades, entre prefeitos, deputados, senadores e especialistas da saúde. Números e perfil O Cora foi construído em tempo recorde, num prazo de 25 meses entre o anúncio e a inauguração. Para tanto, contou com um modelo inovador de contratação, compartilhado entre o Estado e o terceiro setor. A assinatura da ordem de serviço foi em fevereiro de 2023, e todo o processo conta com acompanhamento rigoroso dos órgãos de controle. O Governo de Goiás investiu R$ 192,7 milhões na estrutura e R$ 63,2 milhões em equipamentos. Fotos: Secom Inspirado no modelo do Hospital de Amor, em Barretos (SP), reconhecido internacionalmente pela assistência integral e humanizada, o Cora é gerido pela Fundação Pio XII, a mesma responsável pela unidade paulista. “Eu ando o Brasil inteiro, passei por 20 estados do país e não vi nenhum governo oferecer o que Ronaldo Caido está oferecendo (para Goiás). É completo, é dignidade para as pessoas, para as famílias”, comentou o diretor-geral do Cora, Henrique Prata (foto acima). Segundo Prata, de tão preparado, em apenas 60 dias o hospital atendeu o que era esperado para ocorrer num período de seis meses. O complexo recebe pacientes de 0 a 17 anos (e de 18 a 23 anos com câncer ósseo), via Sistema Único de Saúde (SUS). Desde que entrou em operação, em junho, diagnosticou e iniciou o tratamento de 119 casos de câncer; realizou 225 cirurgias e 181 internações. Também contabiliza 526 consultas médicas e 926 atendimentos multiprofissionais em diferentes áreas da saúde, como nutrição, fisioterapia e psicologia. “Para ser encaminhado ao Cora, não precisa ter um diagnóstico confirmado. A gente vai fazer todos os exames para confirmar o diagnóstico aqui também. O paciente é regulado, então, se procurar a atenção primária, alguma unidade de saúde, [em caso de suspeita de câncer] será encaminhado para este hospital”, explicou o secretário de Estado da Saúde, Rasível dos Reis. O Cora oferece 60 leitos, incluindo UTI, centro cirúrgico, central de transplante de medula óssea e um avançado sistema de filtragem do ar. São realizados exames laboratoriais, análises patológicas, ressonâncias, tomografias, ultrassons, hemodiálise, transfusões e outros procedimentos, com funcionamento 24 horas por dia. O custeio mensal de toda a estrutura é estimado em R$ 6,8 milhões. “Humanidade e compromisso” Na coletiva de imprensa que antecedeu a inauguração, o governador Ronaldo Caiado lembrou as dificuldades desde a ideia da construção, passando pela conquista da cessão do terreno, localizado às margens da BR-153, da pandemia e do custeio da construção, inteiramente financiado pelo tesouro estadual. “Esta obra não é um caixote, como alguns citaram. Ela é vida, humanidade, compromisso”, pontuou o governador. *Links para fotos e vídeos:* https://goias.gov.br/cora/ e https://bit.ly/4nK6vVV
Operação bloqueia R$ 21 milhões de grupo ligado a tráfico de drogas em Goiás, DF e mais oito estados
Foto: Divulgação/Polícia Federal Ação cumpre mais de 100 mandados. Mais de 400 policiais fizeram parte da operação integrada Na manhã desta quinta-feira (25/9) a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Goiás realiza uma operação contra uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas (veja o vídeo acima). Ação cumpre mais 100 mandados e ocorre em Goiás, Distrito Federal de mais oito estados. A Operação Corrosão ainda bloqueou R$ 21 milhões em bens e contas bancárias. Os nomes dos investigados não foram divulgados, portanto, o g1 não conseguiu contato com as defesas. Segundo as informações, a ação conta mais o apoio de mais de 400 policiais da Polícia Federal, Civil, Militar e Polícia Penal do Estado de Goiás. Foram cumpridos 64 mandados de busca e apreensão. 39 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de prisão temporária. De acordo com a polícia, o objetivo é combater o tráfico interestadual de drogas, lavagem de dinheiro, organização criminosa e outros crimes. Veja a lista de estados em que a ação aconteceu: Goiás São Paulo Paraná Pará Tocantins Maranhão Mato Grosso Mato Grosso do Sul Minas Gerais Distrito Federal Foto: Divulgação/PF PF faz megaoperação contra organização criminosa em Goiás, DF e mais oito estados Em Goiás, os mandados foram cumpridos em Goiânia, Planaltina, Aparecida de Goiânia, Rio Verde, Silvania, Ceres, Goianira, Nerópolis, Buriti Alegre, Itumbiara, Senador Canedo, Hidrolândia.Segundo o delegado responsável pela operação e chefe da FICCO/GO, Bruno Zane, entre os bens bloqueados está uma casa avaliada em R$ 150 mil, arma e drogas. A investigação permitiu identificar novos integrantes de uma suposta organização criminosa. De acordo com a polícia, foi relevada uma estrutura complexa com funções claramente definidas dentro da organização, desde a liderança central até distribuidores, fornecedores e intermediários financeiros.
Caiado afirma que controle dos presídios garantiu retomada da segurança em Goiás
Governador apresentou a parlamentares federais as mudanças na gestão penitenciária e ressaltou que disciplina foi essencial para reduzir a violência no estado de Goiás O governador de Goiás Ronaldo Caiado (UB) apresentou, nesta quarta-feira (24/9), os avanços do sistema penitenciário goiano a deputados federais de sete estados brasileiros. Estiveram presentes parlamentares de Goiás, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Alagoas, Bahia, Minas Gerais e Rondônia. A visita antecedeu à audiência pública que discutiu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 18/2025, que altera as competências da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios relativas à segurança pública e ao sistema penitenciário. Na visita ao Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, Caiado destacou que Goiás faz história na segurança pública porque tem o controle das penitenciárias. “O primeiro ponto para combater o crime é o sistema penitenciário. Se ele não tiver 100% sob controle, o crime não poupa os cidadãos”, afirmou. De acordo com o gestor goiano, além de cumprir pena, os detentos podem desenvolver suas habilidades e aprender novas profissões. “Mostramos aos deputados a realidade daqui de Goiás ao transformar os presídios também em um local de recuperação”, ressaltou. A comitiva de deputados federais conheceu as instalações da Casa de Prisão Provisória (CPP) e a marcenaria da seção industrial do complexo, que produz móveis e outros artefatos destinados às unidades prisionais e outras instituições públicas. Na sequência, conheceram os galpões de costura feminino e masculino do presídio. “Estamos ampliando cada vez mais a oportunidade de mão de obra. Além disso, a profissionalização dessas pessoas ajuda a reduzir o percentual de reincidência no crime”, salientou Caiado. O sistema penal goiano oferece também salas de aula para o ensino formal e profissionalizante aos reeducandos. Com apoio de parceiros, a Polícia Penal oferta uma série de cursos dentro das unidades prisionais, tendo registrado quase 5 mil presos matriculados nos ensinos Fundamental, Médio e Superior em 2024. O diretor-geral de Administração Penitenciária, Josimar Pires, explicou que os blocos de trabalho do complexo prisional não possuem divisões entre integrantes de organizações criminosas. “Essa é uma vantagem. Para estar nessa ala, os presos sabem que vão trabalhar”, frisou. O deputado federal por Goiás Ismael Alexandrino comentou que não existe enfrentamento ao crime se não tiver o Estado controlando o sistema penitenciário. “O que vimos hoje, além desse controle, é a capacidade ressocialização e de reinserção dos indivíduos à sociedade”, comentou. Já a representante de Minas Gerais no Congresso Nacional, delegada Ione Maria Moreira, sublinhou que a política realizada em Goiás deve ser aplicada no restante do país. “O que vemos aqui é o que devemos fazer no Brasil inteiro. Temos aqui hierarquia e disciplina”, afirmou. Investimentos Fotos: Junior Guimarães e Lucas Diener “O primeiro ponto para combater o crime é o sistema penitenciário. Se ele não tiver 100% sob controle, o crime não poupa os cidadãos”, afirmou Caiado. De 2019 a 2024, o Governo de Goiás investiu mais de R$ 350 milhões no sistema penitenciário goiano em reforma, construção e modernização de unidades; aquisição de veículos, armamentos e equipamentos; compra de mobiliários e artigo hospitalares e de informática, entre outros. Apenas neste ano, a Polícia Penal recebeu R$ 41,9 milhões em recursos para aquisição de equipamentos de segurança e 86 viaturas. A melhoria nas condições de trabalho dos servidores penais aprimorou as ações preventivas nas unidades e contribuiu para a redução dos índices negativos no sistema penal. O Estado não registra rebeliões há cinco anos e reduziu em 99% a entrada de celulares nos presídios entre 2018 e 2024. Desde 2023, não são registradas apreensões de armas de fogo nas unidades. PEC da Segurança Pública Fotos: Junior Guimarães e Lucas Diener Caiado (foto) participa de debate sobre a PEC da Segurança Pública, na Assembleia Legislativa de Goiás Na sequência, a comitiva participou de Seminário Público realizado na Assembleia Legislativa, em Goiânia, para debater o texto da PEC da Segurança Pública. Com a presença de deputados federais e estaduais, vereadores, secretários do Ministério da Justiça e representantes das forças de segurança, Caiado defendeu a tese de que a PEC será um grande divisor de águas para o país. “Ela vai definir realmente quem tem coragem de assumir o combate aos faccionados, que comandam grande parte do território brasileiro hoje”, afirmou. O chefe do Executivo goiano defendeu o avanço no combate aos faccionados. “Precisamos reconhecer que eles são terroristas, para que não tenham essa facilidade de cometer crimes no Brasil. Ao mesmo tempo, precisamos dar acesso ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) por parte dos estados, para termos informações e sermos mais ágeis em nossas ações”, comentou. O encontro buscou ampliar o debate sobre a PEC nos estados e ouvir diretamente instituições que atuam na área. O encontro foi proposto pelo deputado federal e vice-presidente da Comissão Especial que analisa a PEC 18/2024 da Segurança Pública na Câmara dos Deputados, Ismael Alexandrino. Precisamos fortalecer os estados, garantir orçamentos para a segurança pública, tal qual existe na saúde e educação”, destacou. O presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto, anfitrião do encontro, também ressaltou a importância do debate. “Estamos aqui para, juntos, debatermos a PEC da Segurança Pública. Goiás é exemplo para o país”, disse.
Suposto criminoso em série diz que também estuprou e matou mulher
Foto: Divulgação/Polícia Civil e Reprodução/TV Anhanguera Corpo de mulher em situação de rua foi encontrado em um lote baldio em Rio Verde. Segundo delegado, o crime foi executado de forma “extremamente cruel” O suspeito pela morte de Elisângela Silva de Sousa, abordada enquanto ia trabalhar, confessou que estuprou e matou a mulher em situação de rua, Monara Pires Gouveia de Moraes, de 31 anos. Tanto o crime contra a Elisângela, quanto o crime contra a Monara aconteceram em Rio Verde, na região sudoeste do estado, onde a Polícia Científica fez a reprodução do crime contra a Monara com o Rildo Soares dos Santos, de 33 anos. De acordo com o delegado Adelson Candeo, o crime contra a mulher em situação de rua aconteceu no dia 7 de julho e, no mesmo dia, o corpo dela foi encontrado parcialmente carbonizado em um lote baldio. Em nota, a Defensoria Pública de Goiás, que estava representando o suspeito para garantir a defesa dele em audiência de custódia, informou que não está representando mais Rildo por não ter DPE em Rio Verde – sudoeste goiano. O caso está em segredo de Justiça e o g1 não obteve o contato da atual defesa de Rildo até a última atualização desta reportagem. Em entrevista para a TV Anhanguera, o delegado contou que o crime contra Monara foi executado de forma “extremamente cruel” e que, durante a simulação do crime, Rildo Soares dos Santos, de 33 anos, confessou ter praticado violência sexual. “Ele praticou a violência sexual contra a Monara. Depois, ele dá uma primeira pancada na Monara e ela corre. Ele pratica outras agressões e ela cai. Ele diz que joga uma cama-box por cima, põe fogo e sobe em cima da cama para segurar ela embaixo. Ela se debate em meio às chamas e ele continua em cima da cama-box para que ela queime o máximo possível”, descreveu . Segundo o delegado, depois do Rildo sair de cima da cama-box, a Monara conseguiu sair debaixo do móvel, mas caiu e morreu, pois ela já estava com traumatismo craniano antes de sair debaixo da cama. Para a polícia, o suspeito alegou que Monara havia furtado R$ 600 que tinha para pagar o aluguel. Confira a entrevista com o delegado Adelson Candeo: Crime contra mulher em situação de rua foi “extremamente cruel”, diz delegado. Inicialmente, jovem de 26 anos foi considerado o suspeito de matar e atear fogo no corpo de Monara. O nome dele não foi divulgado e, por isso, o g1 não conseguiu contato com a defesa. Segundo as investigações, o jovem já teria agredido Monara diversas vezes por ciúmes. Ele foi preso no dia 22 de agosto, mas foi liberado após a confissão de Rildo. “Já foi pedida a soltura dele. Esse indivíduo tinha um histórico criminal muito grande e várias testemunhas, que também eram dependentes químicas e que conheciam a ambos, indicavam como uma pessoa que já havia ameaçado a Monara e já havia tentado matá-la em outra ocasião”, explicou o delegado Adelson. Morte de jovem que ia trabalhar Elisângela Silva de Souza, de 26 anos, foi encontrada morta em um lote baldio, em Rio Verde, no dia 11 de setembro. Segundo a Polícia Civil, ela foi morta por Rildo enquanto estava a caminho do trabalho, após anunciar um assalto e obrigar a moça a acompanhá-lo até um terreno. O delegado Adelson disse que o suspeito tinha o costume de usar uniforme ao cometer os crimes. “O uniforme era usado sempre na prática dos crimes, tanto no latrocínio quanto no feminicídio. Era uma forma de facilitar a abordagem da vítima, andar de madrugada pelas ruas e evitar uma eventual abordagem da polícia”, contou o delegado. De acordo com o investigador, o suspeito não fala sobre a prática de violência sexual contra Elisângela, mas o laudo da perícia realizada pela Polícia Científica aponta a presença de espermatozoides no corpo da vítima. “Ao contrário do que se imaginava, ele realmente praticou estupro contra a Elisângela, além das outras agressões diversas”, relatou o delegado. Rildo é investigado pelos crimes de feminicídio, furto, ocultação de cadáver, tentativa de estupro e latrocínio.














