Fotos: Romullo Carvalho Ex-comandante do Bope do Rio de Janeiro, Rodrigo Pimentel destacou índices goianos sob gestão de Caiado durante evento em São Paulo A queda dos principais índices de criminalidade em Goiás, registrada de forma contínua desde 2019 sob a gestão do governador Ronaldo Caiado, foi destacada nesta quarta-feira (1º/10) pelo ex-comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) do Rio de Janeiro, Rodrigo Pimentel. “Como se mede violência no mundo hoje? Através do número de homicídios […]. E Goiás foi o Estado com a maior queda”, declarou o especialista durante o evento Follow The Money, promovido pelo Brazil Journal em São Paulo. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a taxa de homicídios em Goiás no ano passado foi de 18,8 por 100 mil habitantes, abaixo da nacional (20,8). Em 2018, era 39,3. Já dados da Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP) mostram que, em relação a 2018, o índice de roubos a transeuntes caiu 92%; roubos de veículos (-95%); roubo a comércio (-92%); roubo a residências (-85%); roubos de carga (-98%); e latrocínios (-95%). Além disso, não houve nenhum registro do chamado “novo cangaço” no período. Palestrante e autor dos best sellers Elite da Tropa e Elite da Tropa II, Pimentel mediou o painel “A experiência dos Estados”, que teve como participantes os governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema (Minas Gerais) – fotos abaixo. Fotos: Romullo Carvalho Durante a fala de abertura, o ex-policial afirmou que os números de Goiás “despertam a curiosidade dos brasileiros”, já que a população em geral não tem mais a mesma percepção de segurança sentida pelos goianos. “Os principais indicadores em Goiás foram reduzidos: homicídios, roubos de veículos, latrocínios… Mas muito melhor do que a redução desses indicadores, é você pegar um táxi no aeroporto de Goiânia e ouvir do taxista: ‘Isso aqui tá muito melhor’. O nome disso é percepção”, contou Pimentel sobre uma visita recente à capital. Governabilidade Questionado pelo mediador sobre o papel de um governante para avanços na segurança, Caiado falou que é preciso “estatura moral e coragem” para enfrentar o problema de frente. O chefe do Executivo goiano fez um breve relato das mudanças que vem promovendo, como a autonomia das polícias e o controle das penitenciárias. Fotos: Romullo Carvalho “É com regras firmes, o Estado não pode se ajoelhar para o crime. Só assim a população volta a acreditar que vai ter um Estado com cidadania e dignidade”, enfatizou Caiado (foto acima). O governador afirmou ainda que a segurança pública foi o tema prioritário desde o primeiro dia de governo, e que as melhorias obtidas influenciaram positivamente setores como educação, transparência e economia. “É aquilo: ‘ou bandido muda de profissão, ou muda do Estado’. Não tem concessão. E se eu tenho 88% de aprovação, o mais bem avaliado, é porque a segurança pública me deu essa condição. Em Goiás, existe lei e governabilidade”, afirmou. O evento, realizado no Teatro B32, reuniu empresários e trouxe à pauta, além da segurança pública, os prejuízos causados pelos players informais na economia brasileira. Após mencionar os impactos positivos da segurança pública para o ambiente de negócios, Caiado destacou que a atração de novos investidores é essencial para o desenvolvimento econômico, com geração de emprego e renda, assegurando que a intenção de sua gestão é garantir “tranquilidade para viver e ter investimentos no Estado”.
Queda da criminalidade em Goiás é reconhecida por especialista em segurança pública
Mabel se reúne com setor da construção civil para discutir regras de transporte e descarte de concreto em Goiânia
Fotos: Secom Objetivo é buscar soluções conjuntas para organizar a atividade, prevenindo danos ao asfalto e à infraestrutura causados pelo transporte de caminhões betoneiras O prefeito Sandro Mabel se reuniu nesta terça-feira (30/09) com representantes da construção civil para discutir o transporte e o descarte de concreto na capital. O encontro, realizado na sede da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi), teve como objetivo buscar soluções conjuntas para organizar a atividade, prevenindo danos ao asfalto e à infraestrutura causados pelo transporte de caminhões betoneiras. Mabel destacou a preocupação com o excesso de peso desses veículos e anunciou a intenção de adquirir balanças rodoviárias móveis para intensificar a fiscalização. O prefeito também alertou para o descarte irregular de concreto nas ruas, que pode causar entupimentos e prejuízos à infraestrutura, e reforçou que a gestão municipal pretende, a partir de agora, estabelecer novas regras e exigir que todas as empresas cumpram as normas. “Estamos investindo R$ 700 milhões para recuperar a malha asfáltica de Goiânia e não podemos permitir que esses recursos sejam desperdiçados. Se não houver disciplina, continuaremos enfrentando os mesmos problemas. Precisamos que todos colaborem para colocar ordem na cidade”, afirmou o prefeito. O presidente do Sinduscon Goiás, Hidebrair de Freitas, afirmou que o setor compreende a importância de organizar a atividade e a responsabilidade das empresas junto à sociedade. “Nós entendemos o apelo que vem não só do prefeito, mas também da comunidade goianiense como um todo. É muito importante organizarmos o trânsito, as descargas e, principalmente, as obras. O setor está atento a isso e tem consciência da responsabilidade que carrega, inclusive dos incômodos que uma obra pode gerar. Mas também sabemos que essas obras são necessárias”, pontuou. O presidente da Ademi, Felipe Melazzo, ressaltou que a associação não compactua de forma alguma com práticas ilegais, como o descarte de concreto nas ruas, e sugeriu que punições sejam direcionadas aos agentes infratores, e não às empresas. “É claro que em uma grande obra, que pode movimentar mais de mil caminhões entre cargas e descargas, há sempre o risco de algum deslize individual. Mas esse tipo de prática ilegal não tem apoio do setor. Todas as empresas já seguem procedimentos operacionais rigorosos de limpeza, descarte e meio ambiente. O que defendemos é que, quando houver infração, a punição seja direcionada ao agente que cometeu o ato e não à empresa que cumpre as normas”, disse. Já o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Serviço de Concretagem, Wagner Lopes, explicou que a frota de caminhões betoneira tem sido modernizada com modelos mais leves e adequados à legislação. “O caminhão betoneira não danifica o asfalto e é projetado para não derramar concreto. Quando isso acontece, é falha de operação e operador é punido. Quero ressaltar aqui que estamos abertos ao diálogo e comprometidos em operar de forma colaborativa com a prefeitura e na construção de soluções conjuntas”, disse. O secretário municipal de Engenharia de Trânsito, Tarcísio Abreu, destacou que o alinhamento entre a gestão municipal e o setor da construção civil é fundamental para reduzir impactos no trânsito e no meio ambiente, garantindo mais segurança e fluidez. Já o secretário municipal da Eficiência, Fernando Peternella, lembrou que a prefeitura tem procurado trabalhar para melhorar a convivência entre as obras e a cidade. “Já sugerimos, junto a SET, a definição de horários específicos para a circulação de caminhões betoneira, caçamba e outros veículos pesados. A ideia é que eles possam operar das 9h às 16h, evitando os horários de pico e reduzindo impactos no trânsito. Todos os dias recebemos denúncias da população, fazemos visitas às obras e acompanhamos de perto as situações relatadas. Só nas últimas duas semanas mais de 20 obras foram vistoriadas. Nosso objetivo é que esse trabalho conjunto com o setor resulte em uma cidade mais organizada, com obras acontecendo sem comprometer a mobilidade urbana e o dia a dia das pessoas”, explicou Peternella. O encontro terminou com o compromisso de manutenção do diálogo entre a prefeitura e as entidades, preservando a infraestrutura da cidade e garantindo o avanço do setor da construção civil. “Queremos ser parceiros, mas não podemos abrir mão da ordem. Goiânia precisa avançar, e isso só será possível se todos fizerem a sua parte”, concluiu o prefeito Sandro Mabel.
HGG implanta serviço de geriatria
Fotos: SES Unidade do Governo de Goiás avança no atendimento especializado aos idosos, que representam mais de 30% dos pacientes O Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HGG) passa a contar, a partir desta quarta-feira (1º/10), com o Serviço de Geriatria, destinado ao cuidado integral dos pacientes com 60 anos ou mais. A especialidade médica se junta a outras 27 oferecidas pela unidade de saúde, e contará com cinco profissionais com ampla experiência na área. Hoje, 37,47% dos pacientes atendidos no ambulatório e 33,10% dos internados no HGG são idosos. O novo serviço vai impactar de forma positiva esse público, por meio de consultoria geriátrica durante internações, avaliações pré e pós-operatórias e atendimentos especializados. Também haverá atuação voltada a síndromes geriátricas associadas a cognição, humor, quedas e demências. Além da assistência direta, o HGG estruturou um núcleo de pesquisa em envelhecimento e uma formação de residência médica em geriatria. Já no ano de 2026, a unidade passará a ofertar três vagas para essa especialidade, movimento que reforça o compromisso de unir assistência de qualidade e excelência acadêmica. O Serviço de Geriatria do HGG será chefiado pela médica Ana Terra. Ela afirma que a implantação visa fortalecer a atenção à melhor idade. “Queremos que o HGG seja reconhecido como um centro de referência nacional em geriatria, oferecendo cuidado inovador, científico e humanizado ao idoso. É um legado que vai impactar gerações”, disse. Entre os benefícios esperados com a nova estrutura, estão a redução de reinternações, diminuição de custos assistenciais, prevenção de complicações, além da melhoria de indicadores de qualidade e da experiência do paciente. O hospital já conta com o Núcleo de Apoio ao Paciente Paliativo (NAPP), que é formado, na maioria, por médicos geriatras. Todo o atendimento continua sendo feito a partir da regulação da Secretaria da Saúde (SES). “A implantação deste serviço responde a um desafio crescente: até 2030, 20% da população de Goiânia será composta por idosos. Entre eles, 75% convivem com múltiplas doenças crônicas e 65% necessitam do acompanhamento de mais de três especialistas”, reforçou a geriatra.
Saúde estadual abre inscrições para 90 vagas dos Programas de Residência Médica e Multiprofissional 2026
Fotos: SES Inscrições para o processo seletivo com diversas áreas da saúde podem ser feitas entre os dias 1º e 23 de outubro, exclusivamente, no site do Instituto Verbena, da Universidade Federal de Goiás O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES) abriu as inscrições para os Programas de Residência Médica e de Residência Multiprofissional e Uniprofissional em Saúde, com início previsto para 2026. Coordenado pela Superintendência da Escola de Saúde de Goiás, em parceria com o Instituto Verbena da Universidade Federal de Goiás (UFG), os processos seletivos oferecem oportunidades de formação em diversas áreas da saúde. As inscrições podem ser feitas de 1º a 23 de outubro, exclusivamente no site do Instituto Verbena (www.institutoverbena.ufg.br). Nas modalidades multiprofissional e uniprofissional, regida pelo edital nº 32/2025, são ofertadas 90 vagas, distribuídas entre hospitais estaduais de referência, como os Hospitais de Urgências de Goiás (Hugo), Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), Hospitais Estaduais Dr. Alberto Rassi (HGG), de Doenças Tropicais Anuar Auad (HDT), da Mulher (Hemu), da Criança e do Adolescente (Hecad) e do Centro-Norte Goiano (HCN) e Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer). As áreas contempladas incluem urgência e emergência, endocrinologia, infectologia, saúde funcional e reabilitação, saúde da criança e do adolescente, enfermagem obstétrica e cirurgia em traumatologia bucomaxilofacial. Podem se inscrever profissionais graduados em biomedicina, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, odontologia, psicologia, serviço social e terapia ocupacional. Os programas têm duração de dois a três anos, em regime de dedicação exclusiva, com carga horária de 60 horas semanais. Residência médica Já o edital nº 31/2025 trata dos programas de residência médica e oferece vagas em diversas especialidades de acesso direto, como anestesiologia, cirurgia geral, clínica médica, dermatologia, ginecologia e obstetrícia, infectologia, medicina de emergência, medicina intensiva, neurologia, ortopedia, pediatria, psiquiatria e radiologia, entre outras. Também há oportunidades para especialidades com pré-requisito, a exemplo de cardiologia, endocrinologia, gastroenterologia, nefrologia, reumatologia, cirurgia plástica, cirurgia vascular, urologia, neonatologia e medicina paliativa. A duração dos programas varia de dois a cinco anos, dependendo da área escolhida. As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site do Instituto Verbena, dentro dos prazos estabelecidos em cada edital. O processo seletivo será composto por prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, e por análise curricular, de caráter classificatório. Mais informações, incluindo o cronograma completo, a distribuição das vagas por hospital e os detalhes das etapas, estão disponíveis no site do Instituto Verbena (www.institutoverbena.ufg) e no portal da SES-GO (https://goias.gov.br/saude)
Daniel Vilela vistoria obras que reforçam Rio Verde como referência nacional em produção agroindustrial
Fotos: Jota Eurípedes e Lucas Diener Vice-governador acompanha duplicação e pavimentação que somam mais de R$ 153 milhões de investimento O vice-governador Daniel Vilela vistoriou nesta terça-feira (30/9) a duplicação da GO-210, no perímetro urbano de Rio Verde, e a pavimentação de 40 quilômetros da GO-401, até Quirinópolis. As obras contribuem para consolidar o município como referência nacional em produção agroindustrial. As frentes de serviço, que somam investimento de mais de R$ 153 milhões em recursos do Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra), ampliam a mobilidade urbana e fortalecem o escoamento da safra goiana. Somente em 2025, o Estado de Goiás deve alcançar um investimento de mais de R$ 4 bilhões na malha viária, de acordo com o vice-governador. “O Fundeinfra representa um quarto desse valor, ou seja, para cada real do fundo, são R$ 3 do Tesouro Estadual para reconstruir e implantar rodovias, tudo num padrão de altíssima qualidade”, destaca Daniel. Visando maior durabilidade, a GO-210 será a primeira rodovia estadual a receber pavimento de concreto em substituição ao asfalto. Daniel explicou que se trata de uma obra “que vai demandar manutenção talvez daqui uns 50 anos ou mais”. Ele acrescentou que a iniciativa “servirá de referência e de padrão para outras obras importantes que faremos nos próximos anos pelo Estado”. Fotos: Jota Eurípedes e Lucas Diener Daniel Vilela destaca qualidade das obras e importância de rodovias para o escoamento da produção agroindustrial em Rio Verde e região O padrão de qualidade aplicado nas estradas e a gestão responsável dos recursos foram também endossados pelo vice-governador. “Fiscalizar a obra mostra a seriedade em entregar resultados duradouros. Não é um asfalto qualquer, não é uma construção qualquer. Hoje temos a segurança de que as obras conduzidas sob a gestão do governador Ronaldo Caiado seguem o mais alto padrão. O nosso papel aqui é acompanhar o cronograma para que a população receba esses benefícios o quanto antes”, ressaltou. Cronograma acelerado Segundo o presidente da Agência Goiana de Infraestrutura (Goinfra), Pedro Sales, o cronograma segue acelerado. “Nossa estimativa é terminar a terraplanagem até o fim de outubro e, nos meses de novembro e dezembro, concluir o concreto. A expectativa é entregar a obra até o fim de janeiro”. As entregas vão ampliar a capacidade de mobilidade, reduzir custos no transporte de grãos e consolidar Rio Verde como um dos principais centros logísticos do Centro-Oeste. Para o prefeito Wellington Carrijo, a parceria com o Governo de Goiás representa ganhos concretos para a região. “Aqui passam milhões de toneladas de grãos todo ano. As obras demonstram a responsabilidade desse governo de Ronaldo Caiado e Daniel com o produtor rural.” Os impactos práticos também foram destacados pelo deputado estadual Lucas do Vale. “A GO-401 já se torna realidade e vai atender produtores, estudantes e famílias que dependem dessa estrada no dia a dia”, afirmou. Ex-prefeito e produtor rural, Paulo do Vale ressaltou a dimensão estratégica. “É uma obra essencial para Goiás e para o Brasil. Aqui temos Norte-Sul, terminal ferroviário da RUM (Rumo Logística) e um hub logístico que fortalece o escoamento, gera emprego e renda. Essa é a política de Estado que precisamos manter”.
Gracinha Caiado reforça prevenção a desastres com o Goiás Alerta e Solidário
Iniciativa do Goiás Social mobiliza estrutura do Estado para monitoramento, socorro imediato e distribuição de donativos aos municípios de alto risco durante período chuvoso A coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, apresentou nesta terça-feira (30/9) a nova edição da Operação Goiás Alerta e Solidário. A iniciativa inclui ações preventivas, de monitoramento e de socorro imediato para a população que venha a ser atingida por desastres provocados por chuvas, integrando ações de diversas secretarias e órgãos do governo para proteger a cidadãos de municípios considerados de alto risco. Fotos: André Saddi e Diego Canedo Gracinha Caiado lança nova edição do Goiás Alerta e Solidário 2025/2026 com investimentos estadual de mais de R$ 73 milhões em prevenção aos impactos do período chuvoso “O tempo pode nos pegar de surpresa. Por isso, antecipamos o Goiás Alerta e Solidário. As chuvas podem chegar a qualquer momento. O período mais grave é, sim, o final do ano, mas precisamos que a estrutura esteja disponível o quanto antes para agir com rapidez e solidariedade. Essa operação é mais do que um protocolo técnico. Ela carrega em si um compromisso humano de salvar vidas e promover dignidade”, ressaltou Gracinha (foto acima). Entre as medidas previstas estão o mapeamento de áreas de risco, a instalação de postos da Defesa Civil em 14 municípios estratégicos, o envio de alertas via SMS para a população, a instalação de 280 pluviômetros digitais em 100% dos municípios para monitoramento das chuvas em tempo real, além da distribuição de cestas básicas, colchões, filtros de barro, fraldas e cadeiras higiênicas, imunização preventiva, bem como manutenção de rodovias e vias municipais. Esse mapeamento também contará com a parceria da Equatorial, para garantir atendimento emergencial da concessionária de energia nos locais mais afetados. Todas as ações são coordenadas pelo Gabinete de Políticas Sociais, por meio do Goiás Social. Criado a partir do modelo da antiga Operação Nordeste Solidário, o Goiás Alerta e Solidário tem como objetivo atuar na prevenção e no combate aos danos causados por fortes chuvas, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do Estado. Para a temporada 2025/2026, a previsão indica chuvas acima da média nos meses de janeiro e fevereiro, reforçando a importância de uma atuação antecipada e estruturada. “Já vimos de perto o que significa para uma família perder tudo em questão de horas e sentir o medo de não saber como recomeçar a vida, a incerteza de como dormir e alimentar seus filhos. Foi assim que percebemos que não podíamos agir apenas de maneira emergencial, e sim, investir em uma política sólida e preventiva de proteção do povo goiano”, ressaltou a primeira-dama. Segundo o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (CIMEHGO), no primeiro mês de 2026, 54 municípios poderão ter chuvas no nível de atenção, entre 500 e 1.000 milímetros. Já em fevereiro, o número sobe, passando para 157 municípios. Em contrapartida, em outubro, 50 municípios estão sob observação devido à estiagem. O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO), coronel Washington Vaz Júnior, ressaltou os resultados dos investimentos em prevenção a desastres climáticos. “Em 2021 e 2022, quando tivemos as fortes chuvas no Nordeste goiano, foram quase R$ 100 milhões injetados de forma emergencial. Hoje, antecipando o trabalho contra desastres, investimos R$ 30 milhões, porque as estruturas de cuidado ficam permanentemente. São pontes, asfalto, moradias que geram economia e deixam as regiões, antes mais afetadas, agora mais preparadas”, salientou. Fotos: André Saddi e Diego Canedo O Corpo de Bombeiros Militar ainda receberá 10 caminhões do tipo Auto Bomba Tanque Florestal, equipamentos de proteção individual e respiratória, drones e Starlinks móveis, totalizando mais de R$ 22 milhões em recursos do Fundo Protege. Para toda a operação, a perspectiva de investimento do Governo de Goiás será de mais de R$ 73 milhões. “O Goiás Alerta e Solidário é a prova que nosso Estado está preparado não apenas para reagir, para proteger e cuidar do povo goiano antes que tragédia aconteça. Nós, da linha de frente, sempre ficamos muito emocionados. Tocamos a operação com a razão, mas também com o coração, porque estamos falando de salvar vidas”, afirmou o comandante de Operações de Defesa Civil do CBMGO, coronel Pedro Carlos Borges de Lira. Na edição 2024/2025, a Operação Goiás Alerta e Solidário atendeu mais de 80 municípios, com a distribuição de 37.772 donativos a 20.130 famílias. No mesmo período, 11 municípios decretaram situação de emergência ou calamidade pública durante o período chuvoso.
‘Brasil não pode ter legislação retrógrada para IA’, diz Caiado
Foto: Evandro Macedo/LIDE O governador de Goiás disse que o país não pode adotar leis que travem inovação e tecnologia O futuro da inteligência artificial (IA) e da infraestrutura digital foi o grande tema do 3º Brasília Summit, realizado nesta terça-feira (30/9) na capital federal. O encontro reuniu parlamentares, governadores, empresários e especialistas em tecnologia para debater os rumos da inovação no Brasil. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), defendeu que o país evite criar regras ultrapassadas que freiem a criatividade e a competitividade. “O Brasil não pode fazer uma legislação retrógrada, punitiva. Não existe isso mais. Só seremos referência mundial se dermos liberdade para desenvolver e combater apenas o mau uso”, afirmou Caiado, defendendo modelos mais abertos e menos restritivos. Regulamentação estratégica e risco de fuga de talentos O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator do marco regulatório da IA na Câmara, destacou a relevância da tecnologia para diferentes setores. “Vivemos em uma sociedade híbrida. A inteligência artificial já é presente e muda sobremaneira as relações sociais”, disse. Para ele, sem um ambiente de inovação atrativo, o Brasil corre o risco de perder talentos para outros países. A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), alertou para a diferença entre sistemas públicos e privados no uso da tecnologia. “Por que nos hospitais particulares já temos robôs operando, enquanto no SUS ainda predominam cirurgias tradicionais? O Estado precisa acompanhar a modernidade”, questionou. Infraestrutura digital como soberania A presidente da Tecnobank, Renata Herani, ressaltou que data centers são fundamentais para o futuro do país. “Data centers são hoje tão estratégicos quanto rodovias e portos foram nos anos 1980. O Brasil precisa de uma política pública clara para garantir protagonismo nesse cenário”, afirmou. O setor financeiro também participou ativamente do debate. Isaac Sidney, presidente da Febraban, destacou o impacto da tecnologia no sistema bancário. “A inteligência artificial é uma revolução silenciosa, uma arma poderosa e irresistível que redefine o futuro das finanças”, disse, lembrando que 93% das transações bancárias já acontecem em meios digitais. Energia e expansão dos data centers O deputado Julio Lopes (PP-RJ) chamou atenção para a necessidade de fontes energéticas robustas para sustentar a expansão da infraestrutura digital. “Data center funciona 24 horas por 365 dias. Não há como energizá-los apenas com solar ou eólica. Precisamos garantir base de potência, como térmica e nuclear”, alertou. Já Marcos Ferrari, presidente executivo da Conexis Brasil Digital, reforçou o potencial do país. “Estamos entrando em uma nova era. A IA pode gerar ganhos econômicos expressivos, mas é preciso políticas firmes para alcançar a soberania digital”, declarou. Legislação simples e eficaz O senador Eduardo Gomes (PL-TO) defendeu equilíbrio no marco regulatório da IA. “O mais difícil em legislação é fazer o simples. Inteligência artificial não é uma ameaça, é uma realidade que precisa de inteligência legislativa para se tornar oportunidade”, afirmou.
Thialu Guiotti retira nome da disputa e confirma apoio a Romário Policarpo em 2026
Foto: Assessoria Parlamentar “Não serei candidato a deputado estadual em nenhuma hipótese. Trabalharei e apoiarei Romário Policarpo para a vaga na Assembleia Legislativa”, afirmou Thialu O vereador de Goiânia e presidente do partido Avante em Goiás, Thialu Guiotti, anunciou que não será candidato a deputado estadual nas eleições de 2026. Em declaração, ele destacou que sua decisão é definitiva e que seu foco estará em apoiar o atual presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Romário Policarpo (PRD), em sua caminhada rumo à Assembleia Legislativa de Goiás. “Não serei candidato a deputado estadual em nenhuma hipótese. Trabalharei e apoiarei Romário Policarpo para a vaga na Assembleia Legislativa”, afirmou Thialu. Segundo o parlamentar, a escolha é fruto de reconhecimento ao trabalho de Policarpo e da confiança em sua trajetória política: “Romário chegou ao ápice dentro da Câmara e merece subir mais este degrau em sua vida pública. É bom de compromisso e honra os que nele confia”. Guiotti também revelou que fará parte da coordenação da pré-candidatura do presidente da Câmara e que articula para que ele concorra pelo partido Avante. “Essa decisão está tomada. Ele me chamou e eu topei fazer parte da coordenação de sua pré-candidatura”, concluiu Thialu Guiotti. O movimento também abre espaço para especulações sobre a articulação partidária nos bastidores. A possibilidade de Thialu Guiotti conduzir Romário Policarpo para o Avante é vista como estratégica, já que a legenda busca fortalecer sua base e conquistar representação entre as 41 cadeiras da Assembleia Legislativa de Goiás. Caso se confirme, a filiação de Policarpo ao partido pode redesenhar o cenário político estadual e ampliar as chances de sucesso de sua pré-candidatura.
Lula quer salvar Moraes da Magnitsky ao negociar com Trump
Na imagem, da esquerda para a direita: Lula, Alexandre de Moraes e Donald Trump Integrantes do governo avaliam que discutir apenas tarifas não basta e que é preciso mostrar que julgamento de Bolsonaro foi correto; 1ª conversa entre presidentes ainda não tem data e deve ser realizada por telefone ou videoconferência O governo Lula quer incluir no pacote de negociação com os Estados Unidos uma revisão das sanções impostas ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, enquadrado na Lei Magnitsky, e dos vistos suspensos de autoridades do Executivo brasileiro. Planalto e Itamaraty avaliam que restringir as conversas apenas às tarifas impostas ao Brasil não basta. Desde 23 de setembro, quando Donald Trump (Partido Republicano) citou publicamente um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), interlocutores dos 2 países retomaram as conversas. O chanceler Mauro Vieira ficou uma semana em Nova York, onde teve contato com integrantes da administração trumpista. Voltou ao Brasil no domingo (28.set). As negociações para o encontro, no entanto, ainda estão em fase inicial. É possível que os 2 presidentes conversem ainda nesta semana por telefone ou videoconferência. Parte dos integrantes do Planalto tem pressa para não perder o momento e deixar esfriar a relação recém-estabelecida com Trump. Um encontro presencial ficaria para um 2º momento. Poderia ser realizado em um 3º país ou na residência de Trump em Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida (EUA). O governo brasileiro quer evitar uma recepção formal na Casa Branca. Avalia que haveria mais exposição a jornalistas e menos controle sobre eventuais constrangimentos impostos pelo republicano. Não seria a 1ª vez. Os presidentes da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, passaram por situações humilhantes no Salão Oval. A organização desse tipo de interação entre 2 chefes de Estado é complexa e demanda uma série de garantias previamente estabelecidas. Algumas delas se dão em torno do que poderá ser negociado por cada lado. Os 3 principais temas da conversa –redução das tarifas, reversão das sanções contra Moraes e cancelamento da suspensão de vistos a ministros– devem ser colocados na mesa de negociação. Se Lula for bem-sucedido ao tratar dessas questões, obterá uma vitória grande sobre os bolsonaristas. Mas é improvável que em um governo ideológico, de viés antiesquerda e a favor das atuais regras para as big techs, como é o de Trump, haja um recuo em relação ao ministro do STF. Aliados do petista trabalham com cautela. Avaliam que ainda não está claro quem são exatamente os interlocutores preferenciais de Trump e que qualquer encaminhamento terá a palavra final do republicano, que pode mudar de ideia de forma inesperada. Do lado brasileiro, o vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, e os ministros de Relações Exteriores, Mauro Vieira, e da Fazenda, Fernando Haddad, têm encabeçado as discussões. Em 9 de julho, Trump anunciou tarifas de 50% para os produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos. Entraram em vigor em 6 de agosto. Em carta endereçada a Lula, o republicano justificou o aumento da taxação pelo tratamento que alegou ter sido dado pelo governo brasileiro ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem disse respeitar profundamente. Em 30 de julho, o governo dos Estados Unidos anunciou a inclusão de Moraes na Lei Magnitsky, utilizada para impor sanções a autoridades estrangeiras acusadas de violações de direitos humanos ou corrupção. O ministro é o relator do processo que levou à condenação de Bolsonaro. No caso do magistrado, ele foi acusado de usar o cargo para “autorizar detenções arbitrárias preventivas e suprimir a liberdade de expressão”. As punições envolvem bloqueio de ativos, proibição de entrada no país e restrições de negócios com cidadãos e empresas norte-americanas. As decisões foram influenciadas pela atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do empresário e jornalista Paulo Figueiredo junto à ala mais ideológica da Casa Branca. Naquele momento, a interlocução entre os governos Lula e Trump foi interrompida. Como o jornal O Estado de S. Paulo mostrou, os 2 governos voltaram a se falar com mais intensidade a partir da condenação de Bolsonaro pelo STF em 11 de setembro. Uma série de conversas entre autoridades dos 2 governos se deu nos bastidores e uma reaproximação foi construída. Lula e Trump tiveram o 1º contato pessoalmente em 23 de setembro, no intervalo entre o discurso de ambos na abertura da 80ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York. O cumprimento que durou alguns segundos já era esperado pelos 2 governos, mas não se sabia exatamente como ocorreria e qual seria sua extensão.O fato de o republicano ter mencionado o encontro em seu discurso no evento e ter dito que ambos haviam combinado um encontro para esta semana deu outro peso à aproximação entre os 2. O episódio foi lido como uma vitória para Lula. Minutos antes do cumprimento, o petista havia dito em seu discurso que o Brasil seguirá como “nação independente e como povo livre de qualquer tipo de tutela”. O petista foi aplaudido ao dizer que a democracia e a soberania brasileira são “inegociáveis”. E criticou o que chamou de medidas “unilaterais e arbitrárias” contra instituições e contra a economia do país. Na sua vez de discursar, logo depois de Lula, Trump relatou o encontro com o petista, a quem elogiou, mas disse que o Brasil irá fracassar sem a ajuda da Casa Branca. “O Brasil está indo mal, e só irá melhorar quando trabalhar em cooperação com os Estados Unidos […] Sem nós, eles fracassarão, assim como outros fracassaram. Essa é a verdade”, afirmou o republicano.
Escola do Futuro de Goiás cria drone para auxiliar no reflorestamento do Cerrado
Fotos: Secti Protótipo custa apenas R$ 50 e foi feito com código aberto, podendo ser replicado em larga escala em todo o país O Governo de Goiás, por meio da Escola do Futuro de Goiás (EFG) Sarah Luiza Lemos Kubitschek de Oliveira, em Santo Antônio do Descoberto, no Entorno do Distrito Federal, desenvolveu um dispositivo de baixo custo que transforma drones em dispersores de sementes para ajudar no reflorestamento, por exemplo, de áreas atingidas por incêndios florestais. O equipamento criado por professores e técnicos da EFG, batizado de Beto, já passou por seis testes bem-sucedidos e tem como objetivo alcançar locais de difícil acesso, aumentando a eficiência da regeneração natural. O projeto chama a atenção por ser de código aberto e acessível: com apenas R$ 50 é possível montar o dispositivo, o que abre caminho para sua replicação em larga escala em diferentes regiões do Brasil. A iniciativa surgiu da necessidade de ampliar o alcance de ações de recuperação ambiental, após os recorrentes incêndios que devastam o Cerrado. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontaram, em agosto, Goiás como o segundo estado com maior número de queimadas no país. Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto afirma que este é mais um projeto inovador criado nas Escolas do Futuro de Goiás que pode ter impacto real não apenas no estado, mas em todo o país. “Nossas escolas ensinam e produzem tecnologia. Temos diversos projetos feitos por professores e alunos com potencial de impacto na sociedade. Este é um deles, mostrando como a tecnologia pode ajudar a criar um ambiente sustentável para os goianos”. O protótipo foi desenvolvido pelo professor de tecnologia Johnattan Pires Rezende, que é ex-aluno da escola, em parceria com a técnica de laboratório Joseane Pereira Barbosa e o coordenador dos Serviços Tecnológicos e Ambientes de Informação (STAI), João Marcos Marques da Silva. “Criar uma solução acessível, que pode ser replicada em qualquer lugar, é uma forma de mostrar que a tecnologia pode estar a serviço do meio ambiente e das pessoas. Queremos que esse protótipo inspire outras iniciativas de reflorestamento pelo Brasil”, relata João Marcos. Nome A escolha do nome Beto homenageia o ambientalista José Roberto da Silva, conhecido por plantar árvores voluntariamente em escolas e espaços públicos de Santo Antônio do Descoberto, incluindo a própria Escola do Futuro de Goiás. A ideia é que a tecnologia se torne também um símbolo de engajamento comunitário e inspiração para ações coletivas. A expectativa é que a solução desperte interesse nacional, tanto pelo caráter inovador quanto pela possibilidade de reduzir custos em iniciativas de reflorestamento em áreas críticas, especialmente diante do avanço das queimadas. As Escolas do Futuro de Goiás (EFGs) são escolas públicas mantidas pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), voltadas para o ensino profissionalizante em tecnologia. São seis unidades em: Goiânia, Aparecida de Goiânia, Mineiros, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso de Goiás. As escolas possuem aproximadamente 6 mil m², incluindo oito laboratórios de tecnologia e três espaços de inovação, contendo o que há de mais moderno em matéria de equipamentos, computadores, impressoras 3D, maquinários de corte e impressão, além de um braço robótico, que amplia a formação e experiências dos estudantes. Desde 2021, as escolas são geridas, por meio de convênio, pela Universidade Federal de Goiás.














