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O senador Flávio Bolsonaro revela o que motivou sua saída do Brasil e faz declaração polêmica
Após perder o 2º turno das eleições presidenciais brasileiras e deixar o país rumo aos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concedeu sua primeira entrevista. O parlamentar conversou com o jornal The New York Times e afirmou que sabe que será preso caso volte ao Brasil. “Eu já sei que o resultado final será minha prisão”, declarou durante a entrevista publicada nesta quinta-feira (5/11). Ao longo da conversa, que durou aproximadamente 75 minutos, Flávio reafirmou sua inocência e acusou o Judiciário brasileiro de agir por motivações políticas. Segundo ele, a decisão de deixar o território nacional foi tomada após temer enfrentar o mesmo destino do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. O senador relatou que decidiu viajar na manhã seguinte à derrota eleitoral, depois de receber informações de que deveria entregar seus passaportes às autoridades em até 24 horas. Antes de partir, teria conversado com o pai, que demonstrou preocupação com o andamento das investigações. Poucas horas depois, Flávio publicou um vídeo afirmando que entregaria os documentos. Entretanto, cerca de 40 horas mais tarde, apareceu em Miami, nos Estados Unidos. Durante o trajeto, o parlamentar também passou pelo Equador e pela Argentina. Ao jornal americano, negou ter recebido ajuda de autoridades estrangeiras e garantiu que custeou a viagem por conta própria.
Investigações
Atualmente, Flávio é alvo de duas investigações que apuram suspeitas de irregularidades financeiras e lavagem de dinheiro. Uma delas envolve possíveis irregularidades no repasse de quase US$ 70 milhões relacionados ao filme Dark Horse, produção sobre a trajetória política de seu pai. A outra apura movimentações financeiras envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo próximo do senador, e empresas do setor de apostas. Flávio nega todas as acusações e não foi formalmente denunciado por nenhum crime. As duas investigações tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria dos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes.




