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Quem foi Adriano da Nóbrega, amigo de Flávio Bolsonaro e chefe do Escritório do Crime

Imagem: Fórum

Em 2003, Flávio concedeu uma moção de louvor ao ex-PM, Adriano Magalhães da Nóbrega. Dois anos depois, foi pessoalmente ao Batalhão Especial Prisional (BEP) para entregar a ele a Medalha Tiradentes, a mais alta honraria da Alerj

Adriano Magalhães da Nóbrega, ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), morreu em fevereiro de 2020 durante uma operação policial na Bahia. Ele estava foragido desde janeiro de 2019 e era apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como chefe do Escritório do Crime, grupo suspeito de cometer assassinatos por encomenda, e líder da milícia de Rio das Pedras. A trajetória do ex-policial se cruzou com a de Flávio Bolsonaro em diferentes ocasiões. Quando era deputado estadual no Rio de Janeiro, o atual senador homenageou Nóbrega e manteve familiares dele em cargos comissionados em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Em 2003, Flávio concedeu uma moção de louvor ao ex-PM. Dois anos depois, foi pessoalmente ao Batalhão Especial Prisional (BEP) para entregar a ele a Medalha Tiradentes, a mais alta honraria da Alerj.

Acusação

Na época, Nóbrega estava preso preventivamente sob acusação de homicídio. A mãe do ex-policial, Raimunda Veras Magalhães, e sua ex-esposa, Danielle Mendonça da Costa, também trabalharam no gabinete de Flávio. Os repasses financeiros relacionados aos cargos foram investigados no contexto do suposto esquema de “rachadinha”, em que parte dos salários de assessores seria devolvida ao parlamentar. Em depoimento ao Ministério Público, em 2020, Flávio admitiu ter feito aulas particulares de tiro com Nóbrega. As relações entre os dois também foram discutidas no contexto das investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco. Nóbrega era investigado por sua suposta ligação com grupos criminosos, mas as conexões mencionadas não comprovam, por si só, participação dele no crime. Flávio Bolsonaro afirmou que homenageou Nóbrega quando ele era considerado um policial reconhecido e declarou que não poderia prever o que ele faria anos depois. Sobre as contratações de familiares do ex-PM, sua defesa afirmou que não havia irregularidades e que a mãe de Nóbrega fazia a intermediação entre movimentos de defesa de policiais militares e o gabinete. Adriano da Nóbrega morreu durante a tentativa de captura na Bahia, em fevereiro de 2020. Segundo o então secretário de Segurança Pública do estado, Maurício Teles Barbosa, os policiais tentaram prendê-lo, mas ele reagiu a tiros.

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