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“É um atentado à democracia brasileira. A palavra é essa. Ou seja, destruíram o processo eleitoral no país”, disse o ex-governador de Goiás. “Afronta que a democracia sofreu na noite de hoje”, continuou Caiado
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) criticou o cancelamento do debate da TV Globo na noite desta quinta-feira (1°/10) e disse que “é um atentado à democracia”. “É um atentado à democracia brasileira. A palavra é essa. Ou seja, destruíram o processo eleitoral no país”, disse o ex-governador de Goiás. “Afronta que a democracia sofreu na noite de hoje”, continuou. O candidato falou sobre as decisões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e do STF (Supremo Tribunal Federal) que motivaram, segundo a TV Globo, o cancelamento do encontro. “Acredito que eles desejam chegar a um ponto que é da ditadura da toga, onde provavelmente eles querem reunir entre eles e decidir quem vai ser o presidente da República”, afirmou. “Os responsáveis pelos poderes constituídos estão destruindo, levando esses poderes à ruína, ao descrédito perante a sociedade brasileira. Isso é muito grave. Pode provocar consequências seríssimas junto à população”, prosseguiu. Questionado sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), Caiado disse que os candidatos líderes das pesquisas “provocaram” o cancelamento do evento. “Lula provocou tudo isso. Foi o fator determinante de tudo isso. Foi provocado pelo Flávio que disse ‘vá lá que vou lhe enfrentar’, e a partir daí bateu em retirada. E ao mesmo tempo, foi buscar esses artifícios e decisões”, acusou Caiado. O debate da Globo estava previsto para começar às 21h30. Como mostrou a CNN, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou na quarta (30/9) que não compareceria ao encontro no Rio de Janeiro. Flávio estava confirmado até as 19h20 desta noite, mas desistiu e anunciou a decisão em publicação no X, antigo Twitter. Renan Santos não havia sido convocado, mas entrou com ação no TSE e no STF para participar do debate, e teve os dois pedidos negados. Horas depois da segunda negativa e pouco antes do encontro, o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou que a TV Globo incluísse o candidato na lista de participantes. Mais cedo, a ministra Estella Aranha, do TSE, também atendeu a um pedido da coligação de Lula sobre não permitir que os candidatos fizessem perguntas a um púlpito vazio com a foto do presidente. A emissora, então, decidiu cancelar o debate alegando que as duas notificações relacionadas ao encontro “interferem nas regras previamente acordadas” e causam “insegurança jurídica”.





