Retrato da pastora Renata, vítima de homicídio no Tapanã, em Belém – Foto: Instagram
A pastora Renata é morta a facadas após pedido de ajuda em Belém
Na manhã deste domingo (30/8), moradores encontraram a pastora Renata morta a facadas na Rua Carlos Marighella, no bairro do Tapanã, em Belém. O pedido de socorro inicial feito aos vizinhos desencadeou a mobilização de equipes de segurança. Ao chegar ao local, agentes verificaram que ela já estava sem vida e acionaram a Polícia Civil, que abriu investigação para apurar autoria e motivação do crime. De acordo com relatos, o primeiro alerta surgiu por volta das 6h, quando um morador publicou mensagem em grupos de bairro para identificar uma mulher caída e ferida em frente a uma residência. Pouco depois, o Centro Integrado de Operações (Ciop) enviou o 24º Batalhão da Polícia Militar ao endereço, confirmando que se tratava da pastora Renata, sem sinais de vida. Renata era conhecida por ter atuado como pastora em uma igreja evangélica local, mas segundo testemunhas, nos últimos tempos, ela vivia nas ruas da região. Ainda não há confirmação oficial sobre seus vínculos atuais. A perícia constatou marcas de golpes de arma branca no corpo, mas as circunstâncias exatas do ataque ainda serão definidas. Próximo ao corpo, peritos recolheram objetos pessoais, como carregador de celular, cachimbo e isqueiro. No entanto, não há indícios de que esses itens estejam relacionados ao homicídio.
Investigações
Os investigadores ainda analisam essas pistas para determinar se foram deixados pela vítima ou por terceiros. Marcas de sangue foram identificadas ao longo de cerca de 100 metros nas proximidades, o que sugere que a pastora possa ter sido ferida em outro ponto ou tenha tentado se deslocar antes de desabar onde foi achada. Essa hipótese será avaliada pela perícia no decorrer das apurações. A Polícia Militar isolou o perímetro e preservou o cenário para a equipe da Polícia Científica do Pará. Agentes da Divisão de Homicídios da Polícia Civil também estiveram no local para iniciar os procedimentos iniciais, como coleta de vestígios e registro de depoimentos de testemunhas. Durante a manhã, conhecidos de Renata reconheceram o corpo. Circulam nas redes sociais vídeos em que ela aparece pregando o Evangelho e cantando em cultos, reforçando seu histórico religioso. Familiares e amigos aguardam novas informações sobre o andamento das investigações. Até o momento, não foi informada oficialmente a motivação do crime nem a identidade de um possível autor. A Polícia Civil deve buscar imagens de câmeras de segurança nas imediações, ouvir testemunhas e reunir provas que ajudem a esclarecer o que levou ao homicídio da pastora Renata.




