Declaração foi atribuída ao líder chinês após telefonema entre os presidentes, mas não apareceu no relato divulgado pelo brasileiro Foto: Ricardo Stuckert
Xi manifesta apoio a Lula contra ‘interferência externa’, diz agência estatal chinesa
O presidente da China, Xi Jinping, manifestou apoio ao Brasil na defesa de sua soberania e afirmou se opor à “interferência externa” durante uma conversa por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo relato divulgado nesta segunda-feira, 27, pela agência estatal chinesa Xinhua. A declaração não foi mencionada no comunicado publicado por Lula sobre o telefonema, que ocorreu na noite de domingo (26/7) e durou mais de uma hora. A conversa foi realizada a três meses das eleições presidenciais brasileiras, nas quais Lula enfrenta Flávio Bolsonaro. De acordo com a Xinhua, Xi afirmou que a China “valoriza muito” a posição internacional e a influência do Brasil.
Soberania
O líder chinês também teria dito que Pequim apoia o País “na defesa de sua soberania e independência” e contribui para a manutenção da paz e da estabilidade regional e mundial. No relato publicado no X, Lula informou que os dois presidentes defenderam a aceleração das negociações para um acordo comercial entre o Mercosul e a China. O brasileiro também afirmou ter reiterado o compromisso de seu governo com a diversificação de mercados e parceiros comerciais. O telefonema ocorreu em meio à pressão tarifária dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Washington impôs duas novas tarifas ao Brasil neste mês, após ter elevado as alíquotas em 2025 como retaliação ao julgamento que levou o ex-presidente Jair Bolsonaro à prisão. Lula tem classificado as medidas americanas como uma tentativa de interferência política no Brasil em ano eleitoral. Nesta semana, o governo brasileiro negou vistos a dois funcionários dos Estados Unidos da América (EUA) que pretendiam se reunir com autoridades eleitorais em Brasília (DF) segundo uma fonte diplomática ouvida pela AFP. Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, tem questionado a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro, sem apresentar provas./com AFP





