Convenção Nacional do PSD lança o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como candidato do partido à Presidência da República nas eleições de 2026; o presidente do partido, Gilberto Kassab, é vice na chapa Foto: Reprodução PSD Via Youtube
“Quem rouba com a mão esquerda ou com a mão direita é ladrão”, acrescentou Caiado
Convenção Nacional do PSD lança o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como candidato do partido à Presidência da República nas eleições de 2026; o presidente do partido, Gilberto Kassab, é vice na chapa Foto: Reprodução PSD Via Youtube Caiado ainda afirmou que Flávio é o candidato “escolhido pelo Lula” para disputar o segundo turno. “Quem rouba com a mão esquerda ou com a mão direita é ladrão”, acrescentou. Em uma entrevista coletiva antes do início da convenção, ele disse que Flávio e Lula, que estão na frente nas pesquisas de intenção de voto, dependem de brigas e “crises inúteis” para alimentarem suas candidaturas e desviam o foco daquilo que realmente interessa à sociedade brasileira. O petista [Lula], segundo ele, busca provocar o presidente dos EUA, Donald Trump, com esse objetivo, enquanto o lado de Flávio insulta autoridades. “Para governar o país, precisa muito de independência moral e coragem pessoal. Coragem para poder, amanhã, libertar o País do sequestro do PT e das facções. De não ter um candidato que seja um ‘kinder ovo’, com uma surpresinha todo dia, que seja um candidato preparado pela oposição para representá-la no segundo turno”, afirmou Caiado. Ele citou que teve uma vida política limpa e não se envolveu em “rachadinha, Mensalão, Petrolão, escândalo do Master e os desvios no INSS”. “Aqui não, banco Master, aqui não tem espaço pra bandido crescer”, afirmou o candidato do PSD. O posicionamento consolida uma mudança de postura de Caiado em relação a Flávio Bolsonaro. Inicialmente, ele evitou criticar o pré-candidato do PL pelo aúdio em que pede dinheiro ao ex-dono do Master, Daniel Vorcaro. Recentemente, contudo, o ex-governador mudou o tom e passou a apontar discordâncias sobre o modo como o pré-candidato do PL atuou no mais recente tarifaço aplicado pelo governo Trump ao Brasil e também por Flávio ter colocado em dúvida a segurança das urnas eletrônicas. Caiado trocou o União Brasil pelo PSD no início do ano para ser candidato. Na nova sigla, enfrentou a concorrência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, que era o favorito, mas acabou desistindo da candidatura, e do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Apesar da disputa, Leite e Ratinho Jr. participaram da convenção e declararam apoio a Caiado, assim como o pré-candidato do Distrito Federal, José Roberto Arruda. O candidato presidencial, porém, não é unanimidade no partido. Governadores de Pernambuco, Raquel Lyra, e do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, não compareceram – eles apoiam a reeleição de Lula. Mateus Simões, governador aliado de Zema em Minas Gerais, foi outro desfalque. O principal ruído foi a ausência do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O presidente da PSD, Gilberto Kassab, que é vice na chapa de Caiado, chegou a confirmar a presença dele, mas uma publicação em que o chefe do Executivo aparece ao lado de Caiado, azedou o clima, como antecipou o Estadão. Tarcísio esteve no lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) neste sábado (25/7). Kassab minimizou o episódio e disse que em São Paulo e nos outros estados o PSD terá uma estrutura de campanha que pedirá votos para Caiado, mesmo que os candidatos locais estejam com Lula, Flávio ou Zema. Deputado federal por cinco mandatos, senador e duas vezes governador de Goiás, Ronaldo Caiado volta a disputar a presidência da República. Na primeira tentativa, em 1989, teve menos de 1% dos votos.





