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O presidente americano Donald Trump articula coalizão contra a “extrema-esquerda” e convida Brasil para reunião
O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, convidou ministros de alto escalão de mais de 60 países, incluindo o Brasil, para uma reunião no Departamento de Estado marcada para 16 de julho. O encontro tem como tema declarado o combate ao “ressurgimento do terrorismo transnacional de extrema-esquerda”, pauta central da administração Donald Trump. A inclusão do Brasil foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores brasileiro e pelo próprio Departamento de Estado, segundo apuração do g1 citada pela Sputnik Brasil. A convocação, feita com prazo curto de resposta, já encontra resistência entre aliados e gera dúvidas sobre seus reais objetivos.
EUA convocam reunião contra ‘extrema-esquerda’
Marco Rubio enviou convites na semana passada a ministros de alto escalão de mais de 60 países para um encontro no Departamento de Estado agendado para 16 de julho. O tema central é o que a administração Trump define como o “ressurgimento do terrorismo transnacional de extrema-esquerda”, classificado pela Casa Branca como ameaça significativa à segurança internacional. Entre os convidados estão a maioria dos países europeus, grandes nações latino-americanas e países asiáticos como Índia, Indonésia e Cingapura. O Brasil figura entre os convidados da América do Sul: a informação foi confirmada tanto pelo Ministério das Relações Exteriores brasileiro quanto pelo Departamento de Estado dos EUA, segundo o g1, citado pela Sputnik Brasil. Os convites foram enviados com solicitação de resposta até a última sexta-feira (10), prazo considerado exíguo por diversas delegações.
Preocupações e questionamentos internacionais
A iniciativa não foi recebida com entusiasmo uniforme. Aliados europeus e analistas independentes manifestaram preocupações com a convocação, apontando que não compartilham da mesma leitura sobre a ameaça do “terrorismo de extrema-esquerda” que orienta a política de Trump. Representantes de vários países descreveram os objetivos do convite como pouco claros e sinalizaram que seus ministros de Relações Exteriores ou do Interior dificilmente comparecerão, dado o calendário diplomático já comprometido durante o verão no hemisfério norte. O ceticismo não se limita ao exterior. Algumas autoridades da própria administração Trump decidiram não participar do encontro, e há, dentro do governo americano, o receio de que a iniciativa possa integrar um esforço mais amplo para aplicar medidas antiterrorismo contra ativistas domésticos classificados como extremistas de esquerda, o que ampliaria consideravelmente o escopo político da reunião.
A agenda por trás do convite
Um “documento conceitual” elaborado para o evento descreve a reunião como um encontro ministerial sobre o “ressurgimento do terrorismo político”, com foco no reforço da colaboração internacional em compartilhamento de inteligência e aplicação da lei. O mesmo documento, segundo a Sputnik Brasil, afirma que o encontro abordará principalmente “terroristas de extrema-esquerda” que estariam “cada vez mais recorrendo à violência organizada e letal para promover seus objetivos políticos”. A reunião de julho não é um episódio isolado. Em maio, o Departamento de Estado já havia organizado um encontro em Haia sobre Antifa e terrorismo de esquerda. O evento foi realizado na Embaixada dos EUA depois que o governo holandês recusou a coorganização, segundo o The Washington Post, citado pela Sputnik Brasil. O padrão sugere uma estratégia deliberada de internacionalizar a pauta antiesquerda da administração Trump, buscando legitimar, via cooperação multilateral, uma agenda que encontra resistência mesmo entre aliados tradicionais de Washington.





