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Caiado diz que, se eleito, classificará facções criminosas como terroristas

Segundo Caiado, a mudança na tipificação jurídica tem como objetivo permitir o emprego das Forças Armadas no combate direto a grupos como o Comando Vermelho e o PCC – Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Pré-candidato à Presidência afirma que medida permitiria uso das Forças Armadas no combate ao PCC e ao Comando Vermelho

O pré-candidato à Presidência e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), durante coletiva de imprensa na Marcha dos Prefeitos em Brasília (DF) quarta-feira (20/5) afirmou que, se eleito, enviará ao Congresso Nacional uma proposta para identificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. A proposta é um aceno aos Estados Unidos, visto que o presidente norte-americano Donald Trump também manifestou interesse em ampliar a classificação de facções latino-americanas como organizações terroristas. Segundo o político, a mudança na tipificação jurídica tem como objetivo permitir o emprego das Forças Armadas no combate direto a grupos como o Comando Vermelho e o PCC. Caiado argumentou que a medida é necessária para que o Estado recupere o controle de territórios que, segundo ele, estão sob influência dessas organizações e de grupos estrangeiros, mencionando especificamente a situação na região amazônica. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no entanto, é contrário à medida. Antes de encontro entre os presidentes em Washington, no ínicio do mês, o governo brasileiro enviou à Casa Branca documento com ações de combate ao crime, na intenção de que Trump desista de avançar no processo que classificaria facções criminosas como PCC e CV como grupos terroristas. Um possível entendimento de que o Brasil abrigaria organizações terroristas, avaliam interlocutores do Ministério das Relações Exteriores, poderia prejudicar as relações bilaterais com os Estados Unidos da América (EUA). O presidenciável também criticou à condução da segurança pública pelo governo federal, classificando a atual política como anacrônica. Caiado afirmou que a responsabilidade constitucional pelo combate ao tráfico de armas e drogas, bem como ao contrabando e à lavagem de dinheiro, pertence à União, e não deve ser transferida aos estados por meio de empréstimos. O poltíico também questionou a eficácia do controle das fronteiras e a demora do governo federal em apresentar planos para o setor. Segundo o político, o fortalecimento das facções no território nacional é reflexo de uma falta de coordenação central, defendendo que uma gestão eficiente é a forma de evitar o avanço da criminalidade e a desordem institucional.

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