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Caiado fala em equiparar facções a terroristas para defender Amazônia

“Faremos alianças com os países que temos fronteira e com os Estado Unidos para esse enfrentamento. Assim como devolvi Goiás aos goianos, vou devolver o Brasil aos brasileiros de bem”, completou Caiado

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) defendeu o enquadramento de facções criminosas como grupos terroristas no Brasil. Declaração foi realizada durante evento de agenda em São Paulo, nesta segunda-feira (25/5), onde Caiado apresentou suas prorpostas ao setor empresarial. “A Amazônia brasileira é 100% comandada pelo Comando Vermelho e o PCC. Mais de 250 municípios hoje são 100% comandados pelo Comando Vermelho e pelo PCC. Muita gente diz ‘Caiado, você vai implantar a tese do terrorismo?’ Imediatamente”, afirmou o pré-candidato em entrevista do ciclo de debates promovido pela Amcham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil). Ainda em seu discurso, o ex-governador comentou sobre alianças internacionais visando o combate ao crime. “É a única maneira que nós teremos para enfrentá-los na Amazônia brasileira, hoje não se tem tropas de policias militares para enfrentarmos aquele território ocupados por facções colombianas e mexicanas, além do PCC e do Comando Vermelho. Não conseguimos ocupar o território sem toda a presença da Aeronáutica, Marinha e do Exército Brasileiro”, disse Caiado. “Faremos alianças com os países que temos fronteira e com os Estado Unidos para esse enfrentamento. Assim como devolvi Goiás aos goianos, vou devolver o Brasil aos brasileiros de bem”, completou.

Enquadramento de facções criminosas como grupos terroristas

A possível classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital), CV (Comando Vermelho) e outras facções criminosas como organizações terroristas tornou-se um ponto de debate central entre o Governo brasileiro, autoridades estrangeiras e especialistas em segurança pública. Enquanto os Estados Unidos defendem que facções transnacionais recebam esse rótulo para facilitar sanções financeiras e cooperação internacional, o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) sustenta que, sob a legislação brasileira, esses grupos são organizações criminosas motivadas pelo lucro, e não pelo terrorismo ideológico. De acordo com a Lei Antiterrorismo (Lei nº 13.260/2016), o terrorismo é definido pela prática de atos motivados por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião. O governo de Donald Trump tem pressionado o Brasil para que o PCC e o CV sejam enquadrados como terroristas. Segundo técnicos norte-americanos, essa mudança permitiria a aplicação de sanções econômicas mais severas e o congelamento de ativos no sistema financeiro internacional.

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