
“Isso é uma opção pessoal, isso não pode ser imposto ao governo federal a nenhum de nós”, ressaltou Caiado
E completou: “Isso é uma opção pessoal, isso não pode ser imposto ao governo federal a nenhum de nós.” O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) disse que a decisão sobre a jornada de trabalho, no âmbito da discussão do fim da escala 6×1, deve ser do cidadão. A declaração aconteceu na sabatina de presidenciáveis na Marcha dos Prefeitos nesta quarta-feira (20/5). Para Caiado, o trabalhador deve combinar a jornada de trabalho diária e semanal com os patrões. “É isso que o jovem quer. Trabalhar sem que haja rigidez”, disse. E completou: “Isso é uma opção pessoal, isso não pode ser imposto ao governo federal a nenhum de nós.” O fim da escala 6×1 tem sido uma pauta defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na terça-feira (19/5), o chefe do Executivo disse a empresários que o novo modelo de trabalho não será imposto “na marra.” “Não fique assustado. A escala 6×1 é uma coisa necessária, porque hoje o povo quer ter mais tempo”, começou o presidente, que usou de exemplo uma possível substituição de pessoas por robôs para pedir mais consideração aos trabalhadores. “Enquanto tiver trabalhador, a gente tem que respeitá-los, e nós sabemos que a jornada de trabalho será aplicada levando em conta a especificidade de cada categoria. Ninguém vai impor na marra”, falou durante a abertura do Enic (Encontro Internacional da Indústria da Construção).
Escala 6×1
A proposta visa promover um descanso remunerado de dois dias por semana e reduzir a jornada semanal das atuais 44 para 40 horas, sem corte de salário. O relator da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) para encerrar a escala de trabalho 6×1, o deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA), adiou apresentação do relatório na Câmara dos Deputados. A apresentação do projeto estava prevista para esta quarta-feira (20/5). Enquanto o governo defende que a redução na jornada de trabalho passe a valer imediatamente após a aprovação, a oposição quer um período mais longo, de até quatro anos para a aplicação da proposta. Em coletiva de imprensa após reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), Prates disse que ainda há necessidade de acertar detalhes quanto ao período de transição da proposta, mas sem comprometer a redução para 40 horas semanais e sem redução salarial. Segundo Prates, a previsão é que a PEC seja apresentada na próxima segunda-feira (25/5).




