Touro Império, símbolo de ostentação do PCC, e suspeito investigado por lavagem de dinheiro – Foto: Instagram © JETSS
Uma recente investigação da Polícia Civil de São Paulo detalhou o vasto patrimônio ostentado por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), revelando a existência de imóveis, carros de luxo e um touro de elite. O animal, símbolo de poder dentro da facção, foi apreendido durante a operação que desmantelou o chamado “império” do grupo criminoso. O touro batizado de Império, reconhecido como um dos mais valiosos do circuito de rodeios nacional, foi confiscado em uma ação que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. A apreensão faz parte de um esforço para desarticular as finanças ilícitas do grupo e recuperar bens adquiridos com recursos do tráfico. Avaliado em aproximadamente R$ 1 milhão, Império atraiu a atenção das autoridades não apenas pelo valor, mas por sua relevância nas competições. Especialistas em rodeio confirmam que o touro figura entre os mais cotados do país, reforçando a dimensão do patrimônio acumulado pelos suspeitos. Conforme apurações, empresas dos setores de transporte e de eventos de rodeio eram usadas para ocultar e movimentar valores provenientes do tráfico de drogas. Fontes da investigação apontam que “laranjas” aplicavam o dinheiro em atividades legítimas, mascarando sua origem criminosa. Além do touro, foram bloqueados caminhões, automóveis de alto padrão e aproximadamente R$ 15 mil em espécie. Império ficou em terceiro lugar no ranking da CNAR em julho de 2025, somando vários títulos em competições nacionais. “Esse boi está vinculado à propriedade rural do investigado e é um dos mais bem ranqueados do país. Em decorrência dessas conquistas, chega a valer mais de R$ 1 milhão”, afirmou o delegado Luiz Fernando Dias de Oliveira.
Operação
A operação recolheu mais de 300 animais, entre gado de corte, cavalos e touros de rodeio, além de 13 veículos — incluindo caminhões e carros de luxo — e cerca de R$ 15 mil em espécie. Celulares e documentos também foram apreendidos. Os animais ficarão sob guarda de depositário até decisão judicial, e a eventual venda será revertida ao erário. As investigações atingem ainda Eduardo Magrini, o “Diabo Loiro”, e seu filho, Mateus Magrini, suspeitos de operar empresas de transporte, rodeio e música para lavar dinheiro do tráfico. Autoridades afirmam que o ex-padrasto do funkeiro MC Ryan SP exibia ostentação nas redes sociais e usava familiares como “laranjas” nas transações financeiras. Eduardo Magrini já foi detido em 2025 pelo Gaeco de Campinas sob suspeita de envolvimento em plano do PCC para matar o promotor Amauri Silveira Filho. Influenciador digital com mais de 100 mil seguidores, ele se apresentava como produtor rural, publicava fotos de veículos de luxo e frequentava eventos de rodeio, mantendo perfil de luxo e poder antes da operação.




