Fotos / Créditos: Roberto Rodrigues
Em evento realizado no Guará e promovido pelo PSD Mulher DF, o pré-candidato ao Governo do Distrito Federal defendeu atenção e cuidado com as mães de filhos com deficiências intelectuais e outras
O PSD Mulher DF realizou, nesta sexta-feira (8/5), no Castelinho do Guará, um encontro com mães atípicas e especialistas da educação especial na perspectiva inclusiva. O evento contou com a participação do ex-governador e pré-candidato ao Governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda, também membro da sigla. O encontro homenageou as mães presentes e reuniu cerca de 160 pessoas, entre famílias e profissionais da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF). Durante o encontro, José Roberto Arruda falou sobre a dificuldade de mães atípicas em situações cotidianas e se propôs a ouvir as principais demandas do grupo para realizar ações conjuntas direcionadas ao público atípico. “São mulheres corajosas, audaciosas, que se dispõem a uma caminhada dura. Nós estamos dispostos a enfrentar essa luta até o final, com o apoio de todos vocês”, disse. Temas como os principais desafios enfrentados por estudantes com deficiência e suas famílias, especialmente no acesso à educação inclusiva, terapias especializadas e suporte psicossocial, foram centrais durante o evento. A programação contou com discussões sobre a necessidade de fortalecimento das políticas públicas voltadas à educação especial no Distrito Federal. Uma das principais demandas debatidas é a ampliação do Apoio Educacional Especializado (AEE). Além disso, o grupo pede a capacitação continuada dos profissionais da educação, a reorganização das equipes de apoio escolar e a estruturação de protocolos para atendimento de estudantes com crises sensoriais. Também foi defendida uma maior integração entre as áreas da Saúde e da Educação, com atuação de equipes multiprofissionais nas regiões administrativas. A administradora e corretora de seguros, Alessandra Gonçalves Moraes, uma das mães atípicas presentes, defendeu o direito constitucional à educação, sem restrição para as crianças atípicas. “A educação especial não pode ter data de validade. Assim como qualquer cidadão, eles têm direito constitucional à educação ao longo da vida, especialmente aqueles com deficiência intelectuais e múltiplas”, defendeu. A realidade enfrentada pelas mães atípicas, marcada por sobrecarga física e emocional, dificuldades financeiras e falta de suporte adequado, também foi uma questão trazida no evento. A Natália Olives, uma das mães atípicas presentes no evento, falou sobre as dificuldades enfrentadas no dia a dia. “Precisamos de carinho, de afeto. Temos que ser vistas, notadas. Nós queremos ser mais do que mães atípicas. Esse evento traz a existência, o amor, a graça, a vida que tem atrás de uma maternidade”, disse.




